
Por Hely Beltrão
A imprensa nacional tem descido ao nível mais baixo que se pode chegar, para impedir a aprovação da PEC (Projeto de Emenda a Constituição) 148/2015, que prevê o fim da escala 6x1, aumentando de um para dois dias o tempo de descanso do trabalhador, além de reduzir a jornada semanal de 44 para 36hs.
As mídias tradicionais, como rádio, TV e alguns sites, tentam te vender o mito da imprensa imparcial, mas não se engane, pois, como qualquer empresa, eles precisam ter lucro e para isso, se precisar, passam por cima de qualquer coisa, afinal, o dinheiro é mais importante. As principais empresas de comunicação do Brasil estão nas mãos das pessoas mais poderosas do país: A Rede Globo, com a família Marinho, o SBT (Sistema Brasileiro de Televisão) com a família Abravanel, a Bandeirantes, com a família Saad, a Record, com Edir Macedo e o portal de notícias mais acessado do Brasil atualmente, o Metrópoles, do bilionário condenado por corrupção, Luiz Estevão, que só está livre devido a concessão de indulto pelo então presidente Jair Bolsonaro.
A Folha de São Paulo, com base em um levantamento do economista Daniel Duque, do FGV Ibre, baseado em banco de dados organizado por Amory Gethin, do Banco Mundial, e Emmanuel Saez, da Universidade da Califórnia em Berkel, publicou uma matéria esta semana afirmando que o brasileiro trabalha menos que a média mundial, ou seja, que o Brasil está na 38ª posição de um ranking de 160 países. O que a matéria oculta, é que desses 160, 122 trabalham menos que nós. Um outro detalhe, é que esse ranking ignora informalidade, horas extras não pagas, bicos acumulados, jornadas intermitentes e três horas diárias dentro de ônibus e trens lotados. Transporte vira lazer na conta da Folha. O trabalhador que sai de casa às 5h e volta às 20h estaria “preferindo descansar”. Bando de preguiçosos.
Outro exemplo de cobertura canalha feita pela imprensa para atender a interesses de vocês sabem quem, é o caso do Banco Master, onde não se ouve falar do governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB), que investiu bilhões do dinheiro dos aposentados em títulos podres e ainda queria comprar o banco a beira da falência, amigo pessoal de Luiz Estevão, dono do Metrópoles, onde jamais você lerá algo sobre isso, afinal, não se pode melindrar um amigo não é?
E quanto ao ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que sabia dos problemas do banco Master durante sua gestão, mas nada fez? E o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), que está sendo investigado por investir mais de R$ 1 bilhão do dinheiro dos velhinhos no banco Master? E quanto a relação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) com Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, do qual recebeu doações de R$ 2 milhões para sua campanha de 2022?
Vocês não ouvirão a imprensa nacional citar nenhum desses nomes, pois a ordem em ano de eleição, é direcionar a investigação para o lado do governo. Sinceramente, não me importo, pois para mim, "o pau que dá em Chico tem que dar em Francisco", se estiver envolvido, que se investigue e puna-se. Mas infelizmente, a imprensa que atende ao interesse das pessoas mais poderosas do país não pensam assim.
Informação é tudo meus caros leitores. Mas também lembrem-se de uma verdade dolorida: infelizmente vivemos uma luta de classes, onde cada um quer a sua melhora, a sua vantagem, e para isso, usam o que tem à disposição. Eles tem mais dinheiro e poder, mas, somos maioria, pois, apesar do empresário fornecer o emprego, se não tiver a mão de obra do trabalhador o empresário não tem lucro, se a economia estiver ruim, não tem demanda, vendas e eles tem prejuízo. Se em outubro de 2026, você quiser votar por pura ideologia é um problema e direito seu, ao invés de quem realmente tem proposta e pensa em melhorar nossa vida. Só não reclame depois.