
Nos anos 90, dois dirigentes de clubes de futebol se destacaram no Brasil, não pelos feitos dos clubes que eram dirigentes, mas, pela truculência com os profissionais de imprensa.
Lembro-me do senhor Paulo Carneiro, presidente do Esporte Clube Vitória, que ao ser criticado partia para o ataque. Certa vez, proibiu a Rádio Sociedade da Bahia de transmitir um jogo direto do Estádio Manoel Barradas, lembro-me também, quando Eurico Miranda, proibiu a Rádio Globo do Rio de Janeiro de transmitir um jogo do Clube de Regatas Vasco da Gama direto de São Januário.
Agora, quase trinta anos depois, um dos dirigentes do Fluminense de Feira tentou impedir a Rádio Subaé AM de transmitir, no próximo domingo (31), entre Fluminense x Barreiras, pelo Campeonato Baiano série B. O posicionamento do presidente do clube é inconcebível e inconstitucional, conforme o artigo 220 da Constituição Federal, que garante plena liberdade de informação jornalística, vedando qualquer tipo de censura prévia aos meios de comunicação. Um outro detalhe, é que o estádio Jóia da Princesa é público e de responsabilidade da Prefeitura Municipal.
Em conversa com o Conectado News, Sotero Filho, coordenador de esportes da Rádio Subaé AM, confirmou a atitude do dirigente esportivo e disse que tudo começou após ele emitir algumas críticas ao Fluminense, o dirigente não gostou, e proibiu jogadores e comissão técnica de conceder entrevista a emissora.
Sotero disse que mesmo diante da censura prévia e tentativa de amordaçá-lo, fará a transmissão do jogo, porque entende a importância e relevância histórica do Fluminense para Feira de Santana. O Conectado News entrou em contato com a direção do clube através de sua assessoria, mas até o momento não houve resposta.