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Seguranças para políticos e insegurança para quem paga a conta

Um exemplo disso é o vice-governador da Bahia Geraldo Júnior (MDB) que conta com 33 policiais civis e militares lotados em seu gabinete, à disposição 24 horas.

Por: Mayara Nayllanne
28/05/2026 às 10h28
Seguranças para políticos e insegurança para quem paga a conta
Foto: Divulgação

Quando o assunto é a segurança pessoal cada um tem uma fórmula ou forma de se proteger. Alguns andam em carros blindados e moram em condomínios, há quem ande armado e há políticos que, em período eleitoral, entram em becos e vielas pedindo voto, principalmente daqueles eleitores mais humildes e depois de eleitos escolhem logo os chamados "armários" ou "brutamontes" para serem seus seguranças e ninguém mais pode encostar.

Um exemplo disso é o vice-governador da Bahia Geraldo Júnior (MDB) que conta com 33 policiais civis e militares lotados em seu gabinete, à disposição 24 horas. Enquanto isso muitos municípios baianos têm dois - ou um pouco mais - policiais por plantão. Em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, o presidente do Poder Lgislativo, Marcos Lima (UB) anda, agora, rodeado de seguranças.

Este comunicador que vos escreve passou a morar em Feira de Santana há exatos 20 anos, e desde então faz o trabalho de cobertura jornalística daquele Poder e pode testemunhar que nunca viu nenhum dos presidentes anteriores andarem com seguranças.
A atitude de Marcos Lima chama a atenção e faz com que seja questionado: será que o presidente atual do Legislativo feirense sofreu alguma ameaça de morte? Ou será para afastar-se do povo que o elegeu?
Quem paga essa segurança?

Falando em segurança, o presidenciável do Partido Missão - um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, visitou Feira de Santana recentemente e concedeu entrevista ao programa Jornal do Meio Dia da Rádio Princesa FM.  O sujeito chegou à emissora cheio de seguranças armados e se sentindo o "todo poderoso". E para piorar a situação, durante a entrevista quando questionado por Jorge Biancchi sobre o combate à violência afirmou, categoricamente, que para combater a violência é "tiro na cabeça e no peito".

Como é sabido por todos violência só gera violência, e um candidato à presidência da República que tem como proposta para combater a violência "o extermínio", não merece o voto nem o respeito do povo brasileiro. Segurança pública deve ser feita oportunizando qualidade de vida, educação, saúde, geração de mprego, renda e tantas outras políticas sociais. 

Quanto ao presidente do Legislativo feirense, pelo que se sabe, historicamente, nenhum vereador, secretário municipal ou mesmo o prefeito em Feira de Santana, nunca nenhum desses receberam ameaças para precisar andar rodeados de seguranças. Sabe-se lá...

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