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Eles não foram se reunir para tomar cafezinho

Eles não foram se reunir para tomar cafezinho

Hely Beltrão
Por: Hely Beltrão
22/01/2026 às 09h00 Atualizada em 22/01/2026 às 12h00
Eles não foram se reunir para tomar cafezinho
Imagem gerada através de I.A ChatGPT

Por Luiz Santos, radialista e jornalista

O ex-ministro nos governos Lula e Temer e vice-presidente de pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal (CEF) do governo Dilma Rousseff, Geddel Vieira Lima foi preso em 2017 pela Polícia Federal (PF) com R$ 51 milhões de reais escondidos em um apartamento alugado em Salvador. Geddel cumpriu pena e hoje posa como consultor da política baiana, dando dicas e formando alianças com o alto clero da política estadual.

Como o próprio Lima disse recentemente, quando estava preso e logo após a soltura, que "parecia um leproso", ou seja, ninguém queria chegar perto. Com o passar do tempo as coisas mudaram: ACM Neto, cacique do (União Brasil), José Ronaldo (UB) prefeito de Feira, o senador Jaques Wagner (PT), Rui Costa (PT) - hoje ministro-chefe da Casa Civil, todos faziam da casa de Geddel caminho de casa, frequentando-a constantemente.

Como dizem "quem foi rei nunca perde a majestade", e sua excelência Geddel Vieira Lima continua sendo peça fundamental na política baiana. Na terça (20), Geddel recebeu em sua residência, novamente, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho.

Segundo informações colhidas, os dois conversaram muito, como velhos e bons amigos. O próprio Geddel fez questão de publicar em uma rede social o encontro que teve com Ronaldo em sua residência, fato confirmado pelo prefeito que, ao ser questionado pela imprensa feirense, desconversou e disse que foi uma conversa 'amigável'.

Essa reunião - na casa de Geddel - não foi por acaso, foi um encontro em um shopping center, cafeteria ou churrascaria famosa, onde são servidos vinhos, whisky e cortes de carne caros, espaço este localizado na Boca do Rio em Salvador, onde geralmente acontecem grandes encontros políticos.

A conversa entre Ronaldo e Geddel aconteceu na residência do poderoso chefão do MDB no estado da Bahia. E este encontro não foi para tomar cafezinho e jogar conversa fora, teve como principal objetivo discutir a política baiana - um recado direto ao pré-candidato ACM Neto, que em 2022 deixou Ronaldo a "ver navios".

Como se sabe, "vingança é um prato que se come frio". É possível que os dois - Ronaldo e Geddel - estejam articulando o lugar de Neto para as próximas eleições, ou melhor, devemos lembrar que "ninguém convida inimigos para sua própria residência", e Geddel jamais chamaria Ronaldo para jogar conversa fora e tomar cafezinho.

Até porque a reunião foi marcada com antecedência e bem articulada. O texto postado por Geddel foi combinado e teve endereço certo, teve a quem atingir. Quem viver verá o desenrolar desse encontro entre esses "velhos amigos": Geddel e Zé Ronaldo.

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