Secretário Bruno Monteiro destaca força da cultura negra e diversidade no aquecimento do Carnaval da Bahia
Informações: Reginaldo Junior
Texto: Mayara Nailanne
A tradicional Noite da Beleza Negra, que chega à sua 45ª edição, marcou mais um momento simbólico do verão baiano e do início das celebrações que antecedem o Carnaval. Realizado no Curuzu, território de forte ancestralidade cultural, o evento contou com a presença do secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro, que destacou a importância da valorização da cultura negra e do protagonismo das mulheres negras no Carnaval da Bahia.
Para o secretário, a Noite da Beleza Negra vai além de um concurso ou celebração estética. “É uma exaltação da força, da beleza, da riqueza e das histórias das mulheres negras que ocupam um lugar central no Carnaval de Salvador e da Bahia. Esse protagonismo é fruto de um movimento iniciado pelo Ilê Aiyê há mais de 50 anos e que segue vivo e pulsante”, afirmou.
Bruno Monteiro ressaltou ainda que o evento integra uma programação de verão cada vez mais consolidada no estado, que valoriza a diversidade cultural e artística da Bahia. Segundo ele, a Noite da Beleza Negra é uma ação calendarizada e apoiada pelo Fundo de Cultura do Estado, reforçando o compromisso do Governo da Bahia com a preservação e o fortalecimento das tradições culturais afro-baianas.
“Subir a ladeira do Curuzu, onde a força ancestral da nossa cultura pulsa com tanta propriedade, tem um significado muito grande. É um momento de beleza, vivência cultural e afirmação da identidade do nosso povo e do nosso Carnaval”, destacou o secretário.
Carnaval no interior e na capital
Ao falar sobre os preparativos para o Carnaval 2026, Bruno Monteiro afirmou que o trabalho da Secretaria de Cultura tem sido intenso tanto em Salvador quanto no interior do estado. Ele destacou que o objetivo é garantir uma festa democrática, diversa e acessível, que celebre a alegria e a identidade cultural da Bahia.
“Nós estamos preparando uma grande programação, com apoio aos carnavais nos municípios de todos os territórios de identidade, por meio de edital específico. Em Salvador, seguimos fortalecendo os blocos afros, os afoxés, o Carnaval do Pelourinho, o Carnaval da família e essa relação intergeracional que faz da festa uma expressão única no mundo”, explicou.
Segundo o secretário, além do valor cultural, o Carnaval tem forte impacto econômico, turístico e social, e deve ser pensado como uma política pública estruturante. “Queremos um Carnaval cada vez mais democrático, inclusivo e representativo da diversidade que é a marca da Bahia”, concluiu.




