Feira de Santana

Realidade virtual transforma aprendizado de residentes e amplia segurança na formação cirúrgica

A utilização de tecnologia de realidade virtual no treinamento médico já começa a impactar diretamente a formação de novos profissionais na Santa Casa, em Feira de Santana. Durante apresentação do projeto, o médico residente Liaquineri destacou como a experiência imersiva tem contribuído para o desenvolvimento técnico e emocional de quem está iniciando na prática cirúrgica.

Segundo ele, o primeiro contato com a tecnologia foi marcante. “É fascinante. A realidade virtual proporciona uma imersão que elimina fatores externos e deixa o profissional mais tranquilo para executar o procedimento”, explicou. Entre esses fatores, ele cita situações comuns no ambiente hospitalar, como interrupções e pressões durante cirurgias reais, que não existem no ambiente simulado.

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Outro ponto destacado pelo residente é a possibilidade de aprendizado sem riscos ao paciente. Em procedimentos delicados, como cirurgias ortopédicas próximas a estruturas sensíveis a exemplo do nervo ciático , erros podem causar consequências graves e irreversíveis. “Na simulação, se você errar, pode voltar e corrigir. Isso jamais seria possível em um paciente real”, ressaltou.

A tecnologia permite que o médico em formação desenvolva habilidades práticas aliadas ao conhecimento teórico, facilitando a identificação de estruturas importantes do corpo humano, como nervos, artérias, músculos e ligamentos. “É a teoria aplicada na prática. Você vê, toca e controla todo o processo, o que ajuda a fixar o aprendizado”, afirmou.

De acordo com Liaquineri, o uso da realidade virtual não substitui a experiência em centro cirúrgico, mas funciona como uma etapa fundamental de preparação. A expectativa é que os novos residentes cheguem mais confiantes para os procedimentos reais. “Eles já poderão treinar antes e ganhar segurança para operar pacientes com mais clareza e precisão”, disse.

A iniciativa também contribui para otimizar o tempo de formação, especialmente em um cenário de alta demanda no sistema público de saúde. Em dias com grande volume de cirurgias, por exemplo, o tempo para ensino individual pode ser reduzido. Com o treinamento virtual, os residentes conseguem praticar sem interferir na rotina hospitalar.

Além de melhorar a qualificação dos profissionais, o projeto deve refletir diretamente na assistência à população. “A tendência é formar ortopedistas mais preparados para atender Feira de Santana e toda a região”, concluiu o residente.

Mayara Nayllanne

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