Parceria leva tecnologia de simulação cirúrgica à Santa Casa e reforça compromisso com a inovação na saúde
A implantação de um moderno sistema de simulação cirúrgica naSanta Casa de Misericórdia de Feira de Santana ganhou reforço por meio de investimento privado, viabilizado por uma empresa parceira da instituição. A iniciativa integra um projeto de longo prazo voltado à qualificação médica e à ampliação da segurança no atendimento aos pacientes.
Representando o grupo investidor, Júlio Rocha explicou que a empresa atuou diretamente no financiamento da tecnologia utilizada no ambulatório virtual. “Somos parceiros da Santa Casa e subsidiamos os recursos para aquisição do equipamento. Fizemos o investimento, mas preferimos não divulgar valores”, afirmou.
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Segundo Rocha, a simulação cirúrgica representa um avanço importante na formação dos profissionais de saúde. O sistema permite que médicos em treinamento pratiquem procedimentos em um ambiente altamente realista, reduzindo o tempo necessário para adquirir experiência prática. “É um recurso que facilita o aprendizado de técnicas que levariam muito mais tempo para serem dominadas sem esse suporte. Além disso, reforça nosso compromisso com a vida, com a classe médica e com essa entidade centenária que tanto admiramos”, destacou.
O processo de treinamento será conduzido pela própria equipe médica da instituição. Preceptores e residentes ficarão responsáveis por gerenciar o uso da tecnologia no dia a dia. De acordo com o investidor, o nível de fidelidade do sistema é um dos diferenciais. “É muito próximo da realidade. Esse avanço vai trazer mais prática para a rotina dos residentes, ampliando a capacidade de experimentação sem riscos ao paciente”, explicou.
Sobre a necessidade de atualização constante da tecnologia, Rocha ressaltou que essa gestão ficará a cargo da própria Santa Casa, embora a empresa parceira siga colaborando institucionalmente. Ele também destacou que o uso de simulações já é uma tendência consolidada em diversas áreas da medicina, como cardiologia e neurologia, contribuindo para a redução de erros e o aprimoramento técnico dos profissionais.
Apesar de não detalhar a projeção de atendimentos, o investidor indicou que a iniciativa pode ir além da unidade atual. Há perspectiva de expansão do modelo para outras regiões do país, inclusive com a possibilidade de levar equipamentos de forma itinerante a áreas mais distantes. “A ideia é ampliar o acesso a esse tipo de tecnologia e contribuir com a formação médica também em locais onde esses recursos ainda não estão disponíveis”, concluiu.




