Artigo

Quando pedir ajuda deixa de ser vergonha

Arquivo Pessoal

Por Manu Pilger – Mestra em Comunicação pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

Por muito tempo nos ensinaram a engolir o choro, a seguir em frente sem perguntar como, a acreditar que pedir ajuda era sinal de fraqueza. Crescemos ouvindo que quem é forte resolve tudo sozinho. E assim, muita gente aprendeu a sofrer em silêncio.

O Janeiro Branco chega para lembrar que a saúde mental também precisa de cuidado e que sentir não é falha, é humano. Medo e vergonha costumam ser as primeiras barreiras quando o assunto é buscar ajuda especializada. Medo de julgamento. Vergonha de admitir que algo não vai bem.

Mas não há fraqueza em procurar um psicólogo. Há coragem. Há responsabilidade consigo mesmo. Há um gesto de amor que começa quando a gente decide não enfrentar tudo sozinho. A dor que não é acolhida não desaparece. Ela se acumula, se disfarça, se manifesta no corpo, no humor, nas relações. Cuidar da mente é interromper esse ciclo antes que ele machuque mais.

Que a gente aprenda, pouco a pouco, a perder o medo e a vergonha. Que pedir ajuda deixe de ser tabu e passe a ser caminho. Porque cuidar da saúde mental não é sobre dar conta de tudo é sobre se permitir continuar.

Hely Beltrão

Hely Beltrão

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