Jerônimo Rodrigues defende modelo participativo no PGP e destaca escuta popular como base de governo na Bahia
Em meio às atividades do Programa de Governo Participativo (PGP), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, reforçou a estratégia de construção coletiva das políticas públicas estaduais e destacou que a marca da sua gestão é a escuta direta da população e de segmentos sociais antes da definição das ações prioritárias.
A declaração foi feita durante encontro com lideranças, juventude e representantes regionais no contexto das etapas territoriais do PGP, que vêm sendo realizadas em diferentes regiões do estado. O evento integra o processo de elaboração das diretrizes do governo para os próximos anos e antecede formalmente a fase de campanha eleitoral.
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O senador também ressaltou o peso político e econômico da Bahia no Nordeste e afirmou que há reconhecimento nacional e internacional sobre a capacidade do estado de atrair investimentos.
Segundo o governador, o modelo adotado pela gestão baiana difere de práticas tradicionais de elaboração de programas de governo. Ele afirmou que, além das reuniões técnicas com secretarias e equipes especializadas, há uma etapa estruturada de escuta com empresários, movimentos sociais e comunidades.
“Nós temos um modo diferente de fazer. Sentamos com equipes técnicas, secretários e segmentos da sociedade para ouvir prioridades e demandas reais da população”, afirmou.
Jerônimo também destacou que o processo inclui uma plataforma virtual de participação, por meio da qual qualquer cidadão pode enviar sugestões, como pedidos de infraestrutura, água, estradas vicinais e outras demandas locais. As propostas são incorporadas ao planejamento governamental.
Críticas à oposição e disputa de modelos
Ao comentar o cenário político, o governador fez críticas à oposição, afirmando que adversários não adotariam o mesmo modelo participativo de construção de programas. Segundo ele, há tentativas de elaboração de propostas em outros estados, sem o mesmo grau de escuta popular aplicado na Bahia.
Jerônimo também mencionou debates sobre políticas públicas de outras regiões, especialmente na área da educação, e afirmou que o foco do governo baiano é o aprimoramento contínuo dos indicadores educacionais.
Feira de Santana e identidade local
Durante a entrevista, o governador voltou a destacar sua ligação com Feira de Santana, afirmando ter vínculos pessoais e políticos com o município e a região. Ele ressaltou que mantém residência e relações familiares na cidade, além de forte presença política na região.
Jerônimo afirmou ainda que sua atuação não se limita ao município, mas se estende a toda a Bahia, com prioridade para ações estruturantes em diferentes territórios.
Juventude e políticas públicas
Um dos principais temas abordados foi a participação da juventude no PGP. O governador destacou que o estado vive um processo de transição geracional e que é fundamental equilibrar a experiência política com a participação de novas lideranças.
Ele citou programas educacionais, como o ensino em tempo integral, bolsas estudantis e iniciativas de formação, como instrumentos de inclusão e proteção social para jovens.
“O desafio é ouvir a juventude para entender se o que estamos oferecendo corresponde às expectativas dela”, afirmou.
Jerônimo também reconheceu que parte dos jovens busca caminhos diferentes da formação universitária tradicional, como empreendedorismo, cultura e esporte, defendendo que as políticas públicas devem contemplar essas diversas trajetórias.
Região metropolitana e planejamento
O governador ainda mencionou discussões sobre o fortalecimento da região metropolitana de Feira de Santana, afirmando que há estudos e iniciativas em andamento para consolidar a integração entre os municípios da área.
Segundo ele, o objetivo é avançar na estruturação administrativa e no planejamento regional, ampliando a capacidade de execução de políticas públicas integradas.




