Novos semáforos no viaduto da CERB devem melhorar fluxo em até 60%
Por: Mayara Nailanne
Com informações: Luiz Santos
A instalação de novos semáforos no viaduto da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (CERB) já está em andamento, mas o início da operação do novo sistema de trânsito ainda depende da conclusão de projetos complementares em outros pontos da cidade. A informação é do superintendente de trânsito, Ricardo da Cunha, em entrevista ao Conectado News.
Segundo ele, o projeto principal está sendo executado em ritmo acelerado, porém a ativação definitiva da nova configuração viária só ocorrerá após a finalização de intervenções secundárias.

“O projeto está a todo vapor, mas depende de outros projetos que ainda serão implementados. Quando tudo estiver concluído, o prefeito deverá anunciar o início do funcionamento dessa nova visão de trânsito para o local”, explicou.
Apesar de a estrutura no viaduto estar praticamente pronta, a liberação dos novos sentidos de fluxo não pode ocorrer de forma isolada. Ricardo destaca que o trânsito precisa ser tratado de maneira integrada.
“Trânsito não se faz em um único ponto. O impacto é sistêmico. Temos um projeto a cerca de três quilômetros daqui que precisa ser executado antes da ativação completa dessa parte do viaduto”, afirmou.
Sobre a expectativa de redução dos congestionamentos, especialmente nos horários de pico, o superintendente foi cauteloso. Ele ressaltou que eliminar totalmente os gargalos exigiria investimentos muito mais amplos em infraestrutura.

“Acabar com engarrafamentos depende de um projeto de grande porte, que demanda milhões de reais. O que podemos afirmar é que haverá uma melhora significativa.”
De acordo com estudos técnicos realizados pela equipe de trânsito, a expectativa é que, em determinados momentos, o fluxo na região possa ser até 60% mais rápido após a implantação completa do sistema.
“É um dado bastante significativo. Imagine chegar ao seu destino 60% mais rápido do que hoje. Isso representa um avanço importante”, destacou.
Ricardo Cunha reforçou que o objetivo é melhorar a fluidez, mas sem criar falsas expectativas. “Não vamos iludir as pessoas dizendo que os engarrafamentos vão acabar. Se existisse uma solução simples e pronta, estaríamos vendendo projetos para o mundo todo. O que podemos garantir é uma melhora expressiva.”




