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Carlos Geilson e Pastor Tom comentam eleições passadas e projetam disputa de 2026

A entrevista também contou com a participação do jornalista convidado João Guilherem e integrou uma série de sabatinas com pré-candidatos.

Por: Redação
13/06/2026 às 17h08 Atualizada em 13/06/2026 às 17h44
Carlos Geilson e Pastor Tom comentam eleições passadas e projetam disputa de 2026
Foto: Onildo Rodrigues
O radialista e ex-deputado estadual Carlos Geilson, pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2026, e Ewerton Carneiro, conhecido como Pastor Tom, pré-candidato a deputado estadual, participaram neste sábado, 13, do quadro "Conectado Eleições", do programa Levante a Voz, apresentado pelo jornalista Luiz Santos. A entrevista também contou com a participação do jornalista convidado João Guilherme e integrou uma série de sabatinas com pré-candidatos.
 
Carlos Geilson fez uma análise sobre os resultados das últimas eleições, quando não conseguiu se eleger deputado estadual nem vereador em Feira de Santana. Segundo ele, sua candidatura à Assembleia Legislativa da Bahia foi prejudicada pela retirada de apoios políticos na reta final da campanha.
 
 
“Nossa última eleição em Feira de Santana foi retirada nos últimos momentos. Eu perdi apoios importantes para outro candidato, e a origem foi o poder central, que escolheu outro candidato em detrimento da minha candidatura e da candidatura do Pastor Tom. Estava tudo certo para que nós elegêssemos, pelo Solidariedade, dois deputados de Feira, mas interesses outros inviabilizaram a nossa eleição. Quanto à eleição para vereador, eu enfrentei problemas de saúde, suspeita de câncer de próstata, e acabei deixando a campanha um pouco de lado. Eu não sei se conseguiria ganhar a eleição. Talvez, se tivesse plena saúde. De qualquer forma, é uma eleição muito diferente. Eleição de vereador é a mais difícil. Um problema de saúde dessa gravidade impactou negativamente”.
 
Sobre o ex-deputado estadual e atual vice-prefeito Pablo Roberto, Geilson afirmou que não atribui responsabilidade ao parlamentar. Segundo o pré-candidato, a definição sobre a distribuição dos apoios caberia à gestão municipal da época.
 
“Pablo não tem culpa. Se eu estivesse no lugar dele, também faria a mesma coisa. Agora, cabe a quem está no papel de juiz, de executor, saber distribuir os esforços de cada um. Tanto o meu esforço quanto o do Pastor Tom não foram reconhecidos. Hoje o ex-prefeito Colbert Martins reconhece que faltou esse apoio. Apoios importantes foram retirados na semana da eleição e migrados para outra candidatura. Ele faz hoje o juízo de valor e sabe. Talvez o ex-prefeito não acreditasse ou não confiasse, e na época entendeu que o vice-prefeito Pablo Roberto fosse a pessoa ideal para receber esse apoio do poder municipal. Hoje ele realmente faz uma ‘mea-culpa’, reconhece que trabalhei abertamente. A surpresa que eu tive foi pessoas que estavam na minha campanha e que foram retiradas na semana da eleição. Mas isso já passou. Quero desejar boa sorte ao ex-prefeito Colbert na sua candidatura a deputado estadual”.
 
Já sobre o apoio do prefeito José Ronaldo para as eleições de 2026, Geilson disse que já comunicou oficialmente sua pré-candidatura ao gestor municipal e afirmou acreditar que poderá contar com o respaldo político do prefeito.
 
“Cada eleição é uma eleição. O eleitor muda, migra, fica, sai e volta. Mas, em relação ao prefeito José Ronaldo, ainda não recebi esse apoio, mas não está fora de tempo. Já estive com o prefeito, comunicando a candidatura, e no tempo certo vou buscar esse apoio. Conto sim com o apoio do prefeito José Ronaldo. Ele sabe que nem todos que o seguem votam nos seus candidatos. Não vai faltar espaço. Vai sobrar alguma coisa para mim com apoio dele”.
 
Passagem pelo governo do Estado
 
Outro tema abordado foi a passagem de Carlos Geilson pela estrutura do Governo da Bahia após deixar o mandato parlamentar. O pré-candidato explicou que assumiu uma função na Ouvidoria-Geral do Estado por razões profissionais, após ficar sem mandato. Ele ressaltou que, durante os períodos em que exerceu mandato parlamentar, sempre manteve posição de oposição aos governos estaduais e comparou sua situação à de parlamentares de partidos oposicionistas que, segundo ele, mantêm alinhamentos pontuais com o governo federal em Brasília.
 
“Eu fui para o governo do estado quando estava sem mandato, depois de perder a eleição. Por uma questão de emprego e sobrevivência. Entrei em maio de 2019, na Ouvidoria-Geral do Estado, sem mandato, e fiquei até maio de 2020. Fui deputado três vezes e desafio a apontar a hora e o momento em que não fui de oposição enquanto tive mandato. Agora, deputados do União Brasil, eleitos na Bahia, votam no governo do presidente Lula. O governador Jerônimo Rodrigues estava ontem em Itatim e quem o acompanhou foi o deputado Elmar Nascimento, o mais votado do União Brasil. Assim como ele, Leur Lomanto, Arthur Maia, Paulo Azi: eles podem, em Brasília, votar com o governo. Agora, quem estava desempregado, quando achou um emprego no estado, não poderia aceitar? Sempre estive na oposição durante os mandatos. Inclusive, quando voltei como suplente, voltei à oposição. Eu sou julgado desta forma, mas os caras que são da base da oposição, lá em Brasília, têm as benesses do governo, votam com o governo, inauguram obras com o governo. Podem”.
 
Pastor Tom também critica falta de apoio em eleições anteriores
 
Tom também fez avaliações sobre sua trajetória política e as dificuldades enfrentadas em campanhas anteriores. Ele destacou que, após ter o mandato de vereador cassado, teve pouco tempo de preparação e ficou na primeira suplência do Solidariedade por uma diferença de pouco mais de 100 votos.
 
 
“Sempre me posicionei. Fazer política hoje não tem sido fácil quando não se tem mandato. Tenho seis anos de mandato. Fui cassado em 2020, tomaram meu mandato. Vim para a eleição em 2022 faltando só seis meses e tive o prazer de ser o primeiro suplente do Solidariedade. Ficou faltando pouco mais de 100 votos. A gente fica triste porque é uma luta desproporcional para quem tem mandato, principalmente para aqueles que vêm de fora. Hoje temos três candidatos a deputados estaduais que estão fazendo campanha em Feira de Santana e são ex-prefeitos”.
 
Segundo Tom, a ausência de apoio mais amplo da administração municipal na época prejudicou sua candidatura e a de Carlos Geilson. Ele afirmou que o grupo político ligado ao então prefeito Colbert Martins concentrou esforços na candidatura de Pablo Roberto.
 
“Eu tenho falado nos ‘quatro cantos’. Na época, a máquina estava com o prefeito Colbert Martins e ele direcionou só para Pablo. Eu falo isso em qualquer lugar. Isso enfraqueceu a campanha. Eu fiquei a pouco mais de 800 e Geilson a cerca de 100 votos. O governo, naquela época, ficou 100% com o então vice-prefeito Pablo Roberto. A culpa foi da gestão, a qual a gente abraçou e pela qual deu a vida. Eu sempre falo que foi uma eleição de segundo turno. E, no primeiro turno, eu estava junto com o governo. Se fosse eleição de primeiro turno, todo mundo se arrebentava. Então eu tive esse desconforto de não ter o apoio do grupo naquela época. Foram desleais, mas, como Geilson falou, não podemos ficar aqui remoendo. Agora é bola pra frente. Feira de Santana precisa de uma voz para ser representada como deputado estadual porque estamos sofrendo em várias áreas”.
 
Tarcízio Pimenta
 
Ainda sobre eleições passadas e trajetória, Tom relembrou seu apoio ao ex-prefeito Tarcízio Pimenta e destacou que sempre procurou manter posições políticas definidas. Ele disse ainda que continua esperando um apoio mais efetivo do atual governo municipal.
 
“Eu estava com Tarcísio e não fico em cima do muro, sou essa pessoa aqui. Quanto ao apoio, sendo muito claro, nós esperávamos um apoio bem melhor. Tem sim um espaço na prefeitura, quero agradecer o prefeito. Estamos acreditando também que ele vai impulsionar a gente. Não tenho dúvida de que o prefeito é muito inteligente, tem toda uma experiência. Estamos aguardando aí mais apoio dele”.
 
 
 
 
A entrevista integrou a série de sabatinas promovidas pelo programa Levante a Voz com pré-candidatos que pretendem disputar as eleições de 2026.
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