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Pré-candidatos debatem segurança pública, eleições e outros temas no programa Conectado com as Eleições

Os convidados participaram de uma sabatina e debateram propostas.

Por: Redação
30/05/2026 às 18h48 Atualizada em 30/05/2026 às 19h16
Pré-candidatos debatem segurança pública, eleições e outros temas no programa Conectado com as Eleições
Foto: Conectado News
O programa Conectado com as Eleições, quadro do programa Levante a Voz, exibido aos sábados pela Sociedade News e apresentado pelo jornalista Luiz Santos, recebeu neste sábado, 30, o pré-candidato a deputado federal Carlos Medeiros (Novo) e o deputado estadual Paulo Câmara (PL), pré-candidato à reeleição.
 
Os convidados participaram de uma sabatina conduzida pelos jornalistas Taiuri Reis, do portal e programa Altos Papos, e Jânio Rego, do Blog da Feira. Durante a entrevista, foram abordados temas relacionados à política estadual e nacional, segurança pública, pesquisas eleitorais e propostas para Feira de Santana.
 
Propostas para o município
 
Questionado sobre o que pretende fazer por Feira de Santana caso seja eleito deputado federal, Carlos Medeiros afirmou que sua candidatura representa uma proposta de renovação política.
 
“Eu tenho dito que a minha candidatura a deputado federal traz para Feira uma política diferente. Entrei na política há 8 anos e nunca imaginei que seria candidato, pois sempre quis trazer uma boa política para minha cidade. Foi quando comecei nesse projeto, me envolvi e hoje estou aqui, apaixonado pelo que faço. A cada momento, minha responsabilidade cresce mais com Feira de Santana e com a população, para que as pessoas que têm acreditado em mim. A cada eleição, venho crescendo de maneira consistente na votação, e agora, como representante da população no Congresso, é um peso muito grande. Política é um negócio que me surpreendeu, pela quantidade de gente boa que tenho atraído. A responsabilidade pesa muito. A cada lugar que vou, a nossa responsabilidade aumenta, porque as pessoas veem na minha candidatura esperança. É isso que eu tenho para Feira de Santana.”
 
PCC e CV
 
Durante a sabatina, Carlos Medeiros comentou a decisão de organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) serem classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
 
“Ouvi da jornalista Malu Gaspar, que é uma fonte bastante confiável, que essa questão do PCC e do CV não é uma coisa só de Flávio Bolsonaro. Segundo ela, desde a época do Biden, do governo democrata, os EUA vinham discutindo essa possibilidade, e eu acho que isso é bom para o nosso país. O combate a essas organizações precisa aumentar, e muito. As pessoas estão tentando atrelar isso a algum tipo de perda de soberania, e não tem nada a ver uma coisa com a outra. Cabe aos Estados Unidos classificar uma organização criminosa da forma que lhe convier; não é o Brasil que vai interferir nisso. A classificação que a gente dá no Brasil também é que vai pautar as nossas atitudes no país. Passou da hora de tratar essa turma da maneira que tem que ser. É impossível aceitar essa situação de ter territórios comandados por facções. Precisamos tratar esses caras de maneira muito dura e resolver o problema da segurança pública.”
 
Pesquisas eleitorais
 
Ao comentar pesquisas eleitorais para o Governo da Bahia, Medeiros avaliou que os levantamentos refletem o cenário político do momento em que são realizados.
 
“A pesquisa é muito a leitura daquele momento. Não acho que erraram no passado nem que estão errados agora. Na última eleição, ninguém conhecia Jerônimo; então, quem ganhou a eleição foi o 13. Lula estava em um momento espetacular, veio como salvador da pátria. A Bahia é um estado com histórico de ser muito governista e já era do PT. Então, Lula ganhou a eleição no interior e ninguém conhecia Jerônimo — por isso aquela diferença monstruosa para ACM Neto naquele resultado. Dessa vez é um pouco diferente: todo mundo já conhece Jerônimo, e já existe uma rejeição quando se está no poder, seja um cara bom ou ruim. Lula também não está no mesmo momento que estava antes. O retrato é esse e pode mudar. Acho que vai ser uma eleição mais apertada que a última. Deve acabar no primeiro turno, mas eu acho que as pesquisas refletem exatamente a realidade do momento.”
 
Relação com Pablo Roberto
 
O deputado estadual Paulo Câmara foi questionado sobre especulações envolvendo um suposto acordo para manutenção da equipe ligada ao vice-prefeito Pablo Roberto em seu gabinete após assumir o mandato em 2024.
 
“Se o Pablo falar, se o Paulo Câmara falar que houve acordo, aí podemos comentar. Mas falar em cima de fofoca não vai render nada. Minha relação com Pablo é muito boa. Foi um grande companheiro no PSDB, vice-prefeito de Feira, importantíssimo, ajuda o prefeito José Ronaldo. Não procede essa ordem de deixar funcionário lá, até porque Pablo sempre trabalhou em alto nível de discussão da política, pensando em Feira de Santana, assim como eu sempre trabalhei pensando em Salvador e na Bahia. Nossa relação é boa. Hoje sigo em outro projeto, ao lado de Carlos Medeiros.”
 
Atuação em Feira de Santana
 
Câmara também falou sobre sua atuação política no município. O deputado afirmou que esta é a primeira vez que desenvolve um trabalho político mais próximo da cidade, destacando sua relação pessoal com o prefeito José Ronaldo e com o vice-prefeito Pablo Roberto.
 
“É a primeira vez que faço política em Feira de Santana. Tenho uma relação pessoal com o prefeito José Ronaldo desde a época em que entrei na vida pública, em 1998, e com meu ex-colega de partido Pablo, hoje vice-prefeito. Mas o Paulo Câmara, efetivamente, é a primeira vez que faz política em Feira de Santana. É a primeira vez que estou aqui com Carlos debatendo, discutindo. Estamos conhecendo Feira de Santana, visitando os bairros. A parceria foi toda de princípios e valores, e, dessa construção, faremos bons projetos para esta cidade, que é tão importante para nosso estado.”
 
Eleições presidenciais de 2026
 
Questionado sobre um eventual apoio ao senador Flávio Bolsonaro em uma futura disputa presidencial, Paulo Câmara afirmou que seguirá alinhado ao grupo político do qual faz parte atualmente. O parlamentar declarou se identificar com pautas da centro-direita, especialmente ligadas ao agronegócio.
 
“Sou da centro-direita, uma direita equilibrada. Minha bandeira é o agro, defendo princípios e valores. Educação doméstica quem dá é pai e mãe. Se eles te educam da maneira correta, seus princípios e valores você vai carregar para a vida toda, independentemente de qualquer posição. Passei 21 anos no PSDB. Hoje fui convidado a estar no PL, ao lado de João Roma, e estarei, sim, defendendo Flávio Bolsonaro. Tenho vocação e lado! Não fico em cima do muro. Estarei aqui defendendo a minha bandeira, o que eu acredito que é o melhor para o Brasil, para a Bahia e para o meu grupo. De maneira educada, eu lido com o contraditório, convivo com a esquerda, mas não saio da minha posição.”
 
Escala 6x1
 
Outro tema abordado durante a entrevista foi a discussão sobre o modelo de jornada de trabalho, a  escala 6x1. Paulo Câmara defendeu que qualquer mudança relacionada ao tema deve envolver amplo debate e classificou a medida como eleitoreira.
 
“O que a esquerda faz é utilizar o tema de maneira politiqueira. Porque você pega um tema sem debater… O que a indústria pensa? O que os setores do comércio, como bares e restaurantes, pensam? O que a sociedade pensa? Hoje tem a instituição da categoria, pauta coletiva, onde você faz um acordo coletivo com as indústrias e comércios e resolve o assunto. Você quebra de vez com isso. É domingo, e se a pessoa quiser trabalhar, paga dobrado, paga triplicado. Aí a gente vai discutir.”
 
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