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Entre a Suíça e Salvador, Fátima escolhe o calor do Carnaval no circuito Campo Grande

Entre a Suíça e Salvador, Fátima escolhe o calor do Carnaval no circuito Campo Grande

Hely Beltrão
Por: Hely Beltrão
16/02/2026 às 15h05 Atualizada em 16/02/2026 às 18h05
Entre a Suíça e Salvador, Fátima escolhe o calor do Carnaval no circuito Campo Grande
Foto: Reprodução

Por Mayara Naylanne

Com informações: Joaquim Neto

No coração do Carnaval de Salvador, o circuito Campo Grande segue reunindo histórias que atravessam fronteiras e confirmam o caráter plural da maior festa de rua do planeta.

Entre trios elétricos, blocos afros e foliões de todas as partes do mundo, conhecemos uma personagem que simboliza essa mistura de identidades: a baiana Fátima dos Santos Santana, cidadã suíça que não abre mão de viver o verão e a folia em Salvador.

Morando há anos na Suíça, Fátima trocou o inverno europeu pelo calor intenso da capital baiana. Segundo ela, a decisão é quase terapêutica. “Aqui é muito quente, dá energia, é vitamina mesmo. A vitamina D fica nas alturas”, disse, sorrindo, enquanto acompanhava a movimentação no circuito.

Com dupla nacionalidade, ela mantém documentos e direitos nos dois países. Na Europa, atende pelo nome de Fátima Oberson dos Santos Santana; no Brasil, preserva o nome de batismo. “Lá o pessoal até dá risada, porque é muito complicado”, contou, referindo-se à adaptação do sobrenome após o casamento e à formalidade dos registros suíços.
Apesar da vida construída fora, as raízes permanecem firmes. Nascida no bairro do Calabar e atualmente hospedada na Piedade, ela se define como “soteropolitana raiz”. Durante a temporada em Salvador — que segue até 23 de março —, aproveita cada dia de festa.

Já participou do bloco Alerta Geral e confirmou presença no tradicional Ilê Aiyê.

A história de Fátima reflete o espírito do Carnaval de Salvador: uma celebração que ultrapassa fronteiras geográficas e culturais, reunindo sotaques, nacionalidades e trajetórias diversas sob o mesmo ritmo.

Entre o baianês e algumas palavras em alemão, ela resume o sentimento que a traz de volta todos os anos: “Eu adoro o Brasil.

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