Segunda, 15 de Junho de 2026
19°C 28°C
Feira de Santana, BA
Publicidade

São João 2026: bandas poderão ter cachês reduzidos

São João 2026: bandas poderão ter cachês reduzidos

Por: Mayara Nayllanne
21/01/2026 às 09h41 Atualizada em 21/01/2026 às 12h41
São João 2026: bandas poderão ter cachês reduzidos
Foto: Rosilda Cruz

Por: Mayara Nailanne

Informações: Luiz Santos

A alta nos valores cobrados por bandas que animam os festejos juninos na Bahia tem gerado preocupação entre prefeitos de diversas cidades do estado. O tema foi abordado pelo presidente da União dos Prefeitos da Bahia (UPB) e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso, em entrevista exclusiva ao Conectado News e ao Levante a Voz.

Segundo Wilson Cardoso, os custos das atrações musicais aumentaram de forma expressiva nos últimos anos, chegando a quase dobrar em alguns casos. Ele destacou que empresários e produtoras costumam adquirir datas com antecedência e, posteriormente, revendem os shows com acréscimos que variam entre 60% e 70%.

De acordo com o presidente da UPB, esse cenário dificulta o planejamento das festas juninas e pressiona os cofres municipais, tornando necessário buscar um equilíbrio entre a valorização da tradição cultural, o fortalecimento dos artistas locais e a responsabilidade fiscal das prefeituras.

“Queremos fazer uma festa boa, mas com responsabilidade, dentro da capacidade de cada município”, afirmou Wilson Cardoso. “O São João é a festa mais democrática do mundo: envolve todas as famílias, moradores da zona rural, turistas e movimenta a economia local.”

A preocupação não é apenas financeira. Prefeitos destacam que a valorização da cultura local, com bandas de forró pé de serra e artistas regionais, muitas vezes fica em segundo plano diante da procura por grandes atrações nacionais, cujos cachês podem variar entre R$ 800 mil e R$ 1,2 milhão.

“Estamos criando um entendimento para mesclar grandes bandas com artistas locais, fortalecendo nossa cultura e garantindo que recursos circulem entre municípios”, explicou o presidente da UPB. Ele citou exemplos de cidades como Senhor do Bonfim e Capim Grosso, onde festas tradicionais atraem turistas e geram renda para comerciantes e moradores.

O debate envolve também órgãos de controle, como Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público, que podem emitir orientações para que prefeitos busquem alternativas de contratação mais acessíveis.

Wilson Cardoso reforçou que mais de 95% dos gestores querem encontrar soluções para reduzir os custos, sem comprometer a alegria da população. “Nosso objetivo é garantir um São João democrático, culturalmente rico e financeiramente sustentável, onde todos – famílias, turistas e comerciantes – possam aproveitar”, concluiu.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Lenium - Criar site de notícias