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Decreto que limita funcionamento noturno em Morro de São Paulo gera polêmica e é suspenso para diálogo

Decreto que limita funcionamento noturno em Morro de São Paulo gera polêmica e é suspenso para diálogo

Por: Daniele
30/12/2025 às 18h26 Atualizada em 30/12/2025 às 21h26
Decreto que limita funcionamento noturno em Morro de São Paulo gera polêmica e é suspenso para diálogo
Foto: Reprodução

Um decreto publicado pela Prefeitura de Cairu provocou forte repercussão entre comerciantes, moradores e turistas em Morro de São Paulo, um dos destinos turísticos mais procurados da Bahia. A medida determinava o fechamento obrigatório de bares, restaurantes, mercados, distribuidoras e atividades ambulantes entre meia-noite e seis da manhã, em trecho específico da ilha, justamente em plena alta temporada.

O Decreto nº 3.354, publicado no último sábado (27), define que os estabelecimentos localizados entre a Rua da Fonte Grande e a Lagoa devem encerrar as atividades durante a madrugada. Segundo o texto oficial, o objetivo seria reduzir conflitos, minimizar impactos ambientais e sonoros e promover maior equilíbrio urbano, evitando perturbação do sossego.

A decisão, no entanto, gerou reação imediata. Nas redes sociais, comerciantes e moradores criticaram o impacto econômico da medida, especialmente em um período de intenso fluxo turístico. Muitos destacaram que o funcionamento noturno faz parte da dinâmica histórica da ilha e garante a renda de centenas de trabalhadores locais.

Diante da repercussão negativa, a Prefeitura de Cairu decidiu suspender temporariamente a aplicação do decreto, abrindo espaço para diálogo com comerciantes e moradores.

Em entrevista exclusiva ao Conectado News, o secretário de Turismo de Cairu, Cláudio Brito, esclareceu que a medida não tem caráter definitivo e que o objetivo da gestão municipal é construir uma solução equilibrada.

Segundo o secretário, Morro de São Paulo está totalmente preparada para receber um número recorde de turistas no Réveillon, com investimentos em infraestrutura, sustentabilidade e qualificação dos serviços. Ele ressaltou que a gestão municipal tem buscado conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e o bem-estar da população local.

Cláudio Brito também explicou que a suspensão do decreto visa justamente ouvir todos os setores envolvidos antes de qualquer decisão final. “A ideia é encontrar um consenso que respeite a vocação turística da ilha, a geração de emprego e renda e, ao mesmo tempo, a organização do espaço urbano”, destacou.

Durante a entrevista, o secretário também comentou sobre o reajuste da Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago (TUPA), que passou de R$ 50 para R$ 70 a partir de 20 de dezembro. De acordo com ele, os recursos são destinados à coleta de lixo, ordenamento turístico e preservação ambiental, especialmente em períodos de grande fluxo de visitantes.

Ao final, Cláudio Brito reforçou o convite para que turistas visitem Morro de São Paulo, destacando que o destino oferece opções para diferentes perfis e orçamentos. “Morro é democrático, acessível e está pronta para receber a todos com segurança, organização e hospitalidade”, concluiu.

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