“Maior obra já feita no município”, destaca secretário de Saúde sobre hospital municipal de Feira de Santana
Por Onildo Rodrigues e Hely Beltrão
O prefeito José Ronaldo de Carvalho (UB) apresentou na manhã desta terça, (10) os detalhes do edital para contratação de uma Parceria Público-Privada (PPP) destinada à construção, equipagem, operação e manutenção do Hospital Municipal de Feira de Santana.
Em entrevista ao Conectado News, o secretário Municipal de Saúde, Rodrigo Mattos, deu maiores detalhes a respeito do funcionamento do hospital municipal, o qual afirmou ser a maior obra de saúde já feita no município.

“Quando você pensa em um paciente que muitas vezes está na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Queimadinha ou na Policlínica do George Américo e precisa de um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), Feira de Santana se coloca à disposição para ajudar nesse processo. Para leitos de internação clínica a mesma coisa, um paciente que precisa tomar um antibiótico ou passar 7 dias, vai ter acesso a mais leitos para a nossa cidade, mas também teremos um centro cirúrgico, onde cirurgias de Ortopedia poderão ser feitas, como cirurgias de ombro, joelhos, que muitas vezes as pessoas que moram em Feira de Santana precisam ir para outras localidades, hérnia, vesícula, entre outras. Não estou falando da construção estrutural, que é linda, todo mundo vê, será um hospital magnífico, que vai mudar a arquitetura da região, mas do impacto e da entrega social, teremos também um parque de bio imagem, com tomografia e ressonância. Sempre reconhecemos ao assumir a gestão que a demanda por exames de alta complexidade era muito maior do que oferta, sabemos da dificuldade de contratualizar com a ente privado, que prefere os convênios, não consigo obrigar o setor privado a fechar contrato com o município, por isso, fizemos todo um planejamento e mesmo que isso fosse algo que onerasse um pouco o projeto, adicionamos isso, pois entendemos que era necessário no hospital municipal ter esses exames, assim como na policlínica municipal que construiremos na área do antigo DERBA”.
Integração
A ideia é que o hospital seja complementar e estruturante da rede, porque quando se cria o hospital da cabeça do secretário ou do prefeito, mas estuda-se a necessidade da rede, vê o que falta e constitui, por isso que teremos ressonância e tomografia, porque são muito importantes nesse processo, tanto da parte hospitalar, por conta da ortopedia, mas também para o atendimento ambulatorial, teremos cirurgia eletiva, porque sabemos que muita gente de Feira de Santana sai para fazer cirurgias em outra cidade, ou seja, ela integra a rede porque desde a sua concepção no seu estudo técnico feito com nossa equipe e da FESP (Fundação de Estudos Sociais do Paraná) fomos buscar coisas necessárias para o hospital e só então construir o perfil assistencial, que vem de um estudo técnico de necessidades, por isso que esse hospital vai integrar e impactar positivamente a saúde do município.
“Maior obra de saúde do município“
“Apesar de ter várias obras, estamos falando de Policlínica, UPA e UBS (Unidade Básica de Saúde), não tenho dúvida que é a maior obra de saúde do governo de forma isolada, estamos falando de um investimento de mais de R$ 100 milhões na construção e equipamentos, é uma coisa fenomenal, um volume de recursos que gera emprego, renda, movimentação da economia, há os desdobramentos que fazem a cidade ganhar muito, transformando a cara da cidade e a vida das pessoas”.
Segundo Mattos, o hospital não atenderá urgência e emergência.
“O hospital será 100% SUS, é importante destacar, pois quando se inclui o nome privado PPP, privado é o ente que vai fazer, hoje quem constrói as UPAS e policlínicas são empresas privadas, o modelo PPP não quer dizer que haverá cobrança, com relação ao atendimento de emergência, do ponto de vista prático, unidades de saúde com alta densidade tecnológica, ou seja, com especialistas e equipamentos, geralmente não se coloca dentro dessas unidades urgência emergência, até porque não existe dificuldade para ser atendido em urgência e emergência, pois temos 7 policlínicas, duas UPAS municipais e um estadual, o que precisa que todos saibam, é que quando uma pessoa vai numa UPA e precisa de um leito de UTI, clínica médica ou exame, estará assegurado, ou seja, comporá a rede de urgência emergência mas na perspectiva de retaguarda, como preconiza a política nacional de atenção às urgências”.
Como será o processo de contratação?
“Quando se contrata via PPP, ela é a responsável por fazer os projetos executivo, complementares, vigilância, construção e operacionalização, ou seja, essa parte é da empresa que vence a licitação”.
Regulação será municipal
“A regulação será municipal para a maior parte desses procedimentos, por exemplo, tem a regulação ambulatorial, que seria a ressonância, tomografia, teremos um grande número de leitos de retaguarda, claro que conversaremos com os outros entes federativos, como o governo do Estado, porque poderemos ter parte desses leitos dedicados à regulação municipal da urgência e pode ter parte dos leitos dedicados ao Estado, isso será negociado quando formos compor a organização do custeio do hospital”.
Marcio Leão, consultor da Fesp

“A PPP foi a modalidade solicitada pela Prefeitura de Feira de Santana para o novo aparelho de saúde do município, os estudos mostraram a viabilidade para implantação de hospital municipal na cidade, que é uma das mais importantes do país hoje e que terá o seu aparelho de saúde pública próprio para atender seus munícipes”.
Investimentos
“Os investimentos foram balizados na perspectiva do tamanho do hospital, direcionado através de estudo de demanda e perfil assistencial, bem como as avaliações e engenharias”.




