Esportes Feira de Santana

Jovem jogador feirense fará seu primeiro jogo como profissional com apenas 16 anos

Por Onildo Rodrigues e Hely Beltrão

Feira de Santana segue revelando talentos no futebol. Com apenas 16 anos, o jovem Davi Capela realizará seu primeiro jogo como profissional, ao disputar o Campeonato Baiano Série B pelo Grapiúna, representante o município de Itabuna/BA.

Ao Conectado News, Davi conta sobre a expectativa e sua trajetória.

“A expectativa é muito grande, estou muito feliz, agradecer somente a Deus por isso e foco total na estreia e com fé em Deus sairmos com a vitória. Na cabeça vem a lembrança de tudo que eu passei, lugares que fui, tudo de bom ou ruim que vivi, todo aprendizado e agora é colocar em prática o que aprendi e ser feliz somente isso”. 

Trajetória

“Comecei no Centro de Treinamento Sinaldo de Souza, com 11 anos, depois fui para o Vitória, em seguida no FSA, Fluminense de Feira e agora estou no Grapiúna, onde joguei um pouco do sub-20 e agora estou no profissional”. 

Se sente preparado?

“Sim, estou preparado, esperei esse momento a vida toda”. 

Sobre jogar no Joia da Princesa 

“É uma felicidade muito grande, lugar onde já joguei e fiz um gol, espero fazer outro”.

Pai, Cláudio Capelão Ribeiro

Para o pai, Cláudio Capelão Ribeiro, Davi é um exemplo de resiliência.

“Tenho mais dois filhos, um maior, de nome Romário, depois Pedro e em seguida Davi, ele foi mais para brincar lá no CT Sinaldo de Souza, também com Jean Andrade e Josemar, a nossa intenção era apenas para que ele praticasse um esporte, Souza, quando Davi tinha 12 anos, disse que estava acontecendo uma seleção no Vitória, levamos, sem nenhuma responsabilidade, ele foi bem, de 182 meninos, passaram apenas 3, sub 12 foi ele, um zagueiro e um atacante, Gustavinho, que hoje está no FSA e o outro continua no Vitória, e passou o ano eles queriam que Davi fosse todos os dias, mas ficou inviável por causa da escola, o Vitória não tinha condição de arcar por motivo de estar na Série C na época, por isso resolvi tirar e trazer para o FSA, onde já rodamos, estivemos em São Paulo, na Unicamp (Universidade de Campinas) disputando pelo FSA, na USP, uma experiência muito boa, depois disso ele foi para o para o Fluminense de Feira. Tudo isso foi algo que fizemos por vontade dele querer jogar futebol, sempre o deixei muito a vontade, não deixando de lado a escola, as coisas foram fluindo, ele com resiliência, não desistindo nunca e aconteceu graças a Deus, chegando o primeiro contrato profissional”. 

Orgulho

“O que mais me orgulho é a educação dele no futebol, a paciência e resiliência que ele tem, é muito mais tranquilo do que eu e a mãe, ficamos mais nervosos, atualmente é acompanhado por um psicólogo, ele está bem focado e cada dia mais preparado, porque um garoto de 16 anos não sabe tudo de futebol, vai aprendendo, mas ele está aprendendo com dedicação os detalhes, pontos de melhorias e colocando em prática”. 

Dificuldades

“Dificuldades ocorreram antes do acompanhamento psicológico, quando jogava torneios, descobrindo talentos, a situação mais desagradável foi quando se machucou jogando no Vitória, ficou dois meses sem jogar por conta de um lesão, no Fluminense de Feira no Sub-20, teve uma lesão na posterior da coxa esquerda, complicando um pouco, ele ficou para baixo psicologicamente, foi aí que entrou o psicólogo para reacender seu otimismo e motivação”. 

Conselho para quem pretende trilhar o caminho do futebol

“Ser alegre, jogar com alegria, entusiasmo, entrar motivado, ele está em um grupo com pessoas mais experientes, pessoas de 25, 30 anos de idade, ele vai se divertir, claro que deve ter a responsabilidade de fazer o que o treinador solicita, mas ele tem que se divertir, fazer gol, não se importar com as críticas, porque isso acontece, a pessoa pública tem esse tipo de conceito, em ser forte, alguns não tem e correm para o psicólogo, algo que ele tem, e isso é muito importante”.

Hely Beltrão

Hely Beltrão

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