“Dois pesos, duas medidas”, na PM da Bahia
Por Luiz Santos, radialista e jornalista
A Polícia Militar da Bahia (PMBA), instituição bicentenária formada por homens e mulheres sérios, precisa aplicar as regras ou leis para todos e todas que compõem essa briosa instituição. Em 2021, o tenente-coronel da reserva Amon Pereira, profissional respeitado e que contribuiu muito com a segurança pública da Bahia, concedeu uma entrevista ao Conectado News (CN) e demonstrou sua insatisfação para algumas questões relacionadas a promoção de patentes.
Na oportunidade, Amon disse que ele “não chegou ao coronelato porque não sacudiu a bandeira para políticos ou partidos políticos”. As declarações de Pereira inflamaram a alta cúpula da PM baiana que, na época, abriu até sindicância para apurar o que disse o tenente-coronel.
O tempo passou e as declarações de Amon caíram como uma profecia agora em 2026. Na quinta (19), veio à tona declaração do coronel Robson Correia Pacheco, chefe de gabinete do vice-governador da Bahia, Geraldo Junior.
Robson falou abertamente sobre sua relação política com um cidadão de prenome “Paulista”, como seu “petista preferido”. Segundo Pacheco, os dois “chegaram ao topo, um na política e o outro como coronel”, sendo o Paulista, agora, pré-candidato a prefeito da cidade de Pojuca, município da Região Metropolitana de Salvador.
Desta feita, as declarações do coronel Robson tiveram uma repercussão muito negativa no cenário militar baiano, inclusive com repúdio por parte de muitos colegas de profissão. Além do que aconteceu com o tenente coronel Amon em fevereiro, durante o carnaval da Bahia, outro oficial da PM fez a declaração, neste caso, favorável ao pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (UB).
Em vídeo publicado nas redes sociais, o policial, cumprimentou ACM Neto “gritando”: “Pelo amor de Deus, ganha essa porra”, enquanto o ex-gestor passava em um bloco carnavalesco em Salvador. Refiro-me ao tenente-coronel André Luís Teodósio Presa, policial da vez.
Neste caso, porém, a reação do governo baiano foi diferente das manifestações anteriores. O militar, que ocupava a chefia do Departamento de Educação Física da Polícia Militar, acabou sendo punido com a exoneração do cargo, fato confirmado na quinta-feira, 5 de março do ano em curso.
Diante de situações desta natureza e com reações distintas, resta saber: Será que o comandante da PM coronel Magalhães vai agir abrindo uma sindicância contra o coronel que fez declarações favoráveis a candidato petista ainda será punido? Ou será que vão passar a mão pela cabeça e usar dois pesos e duas medidas? Veremos.
Assista ao vídeo e veja as declarações do tenente-coronel Pacheco.




