Feira de Santana

Corpo encontrado há quase 8 meses segue sem identificação por DNA em Feira de Santana

Há quase 8 meses, a dor de uma família de Feira de Santana permanece sem desfecho. O corpo do jovem Robson Felipe Macedo Borges da Silva, encontrado em 29 de junho de 2025, nas proximidades da região do bairro Gabriela entre uma pedreira e o aterro sanitário segue sem identificação oficial por exame de DNA, impedindo o sepultamento e prolongando o sofrimento dos familiares.

A dona de casa Maria da Glória da Conceição Rios afirma ter certeza de que o corpo é de seu filho adotivo, Robson Felipe Macedo Borges da Silva, que na época tinha 28 anos. No entanto, sem a confirmação científica, ela ainda não conseguiu dar um enterro digno ao jovem.

Segundo Maria da Glória, o corpo foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Feira de Santana, onde teria sido realizada a coleta de material genético no dia 3 de agosto de 2005, com a presença da mãe biológica do rapaz, vinda de São Paulo. Apesar disso, até hoje não houve retorno oficial sobre o resultado do exame.

“Disseram que, quando liberasse o corpo, iriam me ligar. Até hoje, nada. A gente fica esperando, sem resposta nenhuma”, relata.

A demora, segundo ela, intensifica ainda mais o sofrimento causado pela perda. “É muita tristeza. A gente quer fazer o sepultamento, mas não pode. Parece que depende da boa vontade deles. Se fosse filho de rico, já tinha sido resolvido”, desabafa.

Maria da Glória conta que reconheceu o corpo pelas características físicas e roupas: uma calça jeans, um capote que ela mesma havia dado de presente, além de tatuagens na barriga e no braço. Mesmo assim, a confirmação oficial segue pendente.

A família também denuncia falhas na condução do caso desde o início. De acordo com ela, o corpo teria permanecido dias no local onde foi encontrado, mesmo após alertas feitos à polícia. “Meu esposo, minhas sobrinhas e amigos tiveram que ir procurar. A gente avisava e ninguém fazia nada”, afirma.

Sem condições financeiras para acompanhar o caso de perto ou cobrar agilidade das autoridades, Maria da Glória faz um apelo público para que o processo seja concluído.

“Eu peço às autoridades, ao governador, aos responsáveis, que façam alguma coisa. Que corram atrás para liberar o corpo do meu filho, para que a gente possa dar um enterro digno”, suplica.

Até o momento, não há informações oficiais sobre o motivo da demora na conclusão do exame de DNA.

Mayara Nayllanne

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