Cardiologista é denunciado por mau atendimento em Feira de Santana
A moradora do bairro Mangabeira, Neide Silva procurou a imprensa para denunciar o médico cardiologista Dr. Adriano Ferraz, que atende em uma clínica particular da cidade, por suposto caso de negligência e mau atendimento durante a realização de um exame ergométrico (teste de esteira) em sua mãe, Valdemira Silva, de 76 anos.
Segundo Neide, o episódio ocorreu quando ela acompanhava a mãe durante o exame. A filha afirma que começou a gravar um vídeo para enviar aos irmãos, com o intuito de mostrar como estava sendo feito o procedimento, já que a idosa nunca havia passado por esse tipo de exame.
“A assistente dele me avisou que não poderia gravar, e eu respeitei. Desliguei o vídeo imediatamente e apenas mandei um áudio no grupo da família dizendo que não poderia filmar. Nesse momento, o médico entrou e mandou eu me retirar da sala”, contou Neide.
Ainda de acordo com a denunciante, ela tentou explicar que não estava mais filmando e que, por se tratar de uma idosa de 76 anos, a mãe tinha direito a acompanhante durante o exame, conforme o Estatuto do Idoso. Mesmo assim, o médico teria se recusado a prosseguir com o atendimento.“Ele desligou os aparelhos, levantou e disse que não ia mais atender. Minha mãe ficou nervosa, quase caiu da esteira. Eu pedi que outra pessoa entrasse no meu lugar, mas ele também não aceitou”, relatou Neide.
A filha informou que procurou a recepção da clínica, onde foi atendida pela equipe administrativa. A direção do local teria se comprometido a reagendar o exame para o mesmo dia, à tarde, porém a paciente, abalada com o ocorrido, recusou-se a retornar.
“Ela ficou muito nervosa, disse que não quer mais fazer o exame. Foi muito difícil convencê-la a ir, e depois desse tratamento, ela não quer mais passar por isso”, afirmou.
Neide ressalta que não tem queixas contra a clínica em si — onde diz ser atendida há cerca de cinco anos —, mas sim contra o comportamento do médico.“Sempre fui bem atendida por todos. Mas esse médico já tratou mal meus familiares em outra ocasião. Médico não é autoridade para destratar as pessoas”, desabafou.
A reportagem tentou contato com o médico Dr. Adriano Ferraz para ouvir sua versão sobre o caso, mas até o momento não obteve retorno.O espaço segue aberto para manifestação do profissional ou da assessoria da clínica envolvida.
A denúncia também será encaminhada aos órgãos competentes, como o Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb), que é responsável por apurar eventuais condutas antiéticas de profissionais da saúde.




