Audiências do Caso Binho Galinha chegam ao fim com depoimentos de Jonga Bacelar e PM
As audiências de instrução do Caso Binho Galinha foram encerradas nesta segunda-feira (1º), em Feira de Santana, com dois depoimentos aguardados: o do deputado federal Jonga Bacelar (PL) e o de um policial militar denunciado na Operação El Patrón.
Jonga, que já havia sido apontado em junho como testemunha de defesa, finalmente participou da oitiva. O teor do depoimento não foi divulgado. Ele integra a lista de 77 testemunhas de defesa chamadas no processo, outras três foram arroladas pela acusação, totalizando 80 depoimentos.
A Operação El Patrón investiga uma suposta organização criminosa atribuída a Binho Galinha (PRD), preso no Complexo da Mata Escura, em Salvador. O grupo é acusado de atuar como milícia, além de responder por receptação, jogo do bicho, extorsão, agiotagem, lavagem de dinheiro e outros crimes na região de Feira de Santana.
Ainda no último dia de audiências, um dos policiais militares denunciados prestou depoimento. Segundo informou o Acorda Cidade, o PM negou qualquer participação no esquema. Ele disse ter atuado apenas como segurança pessoal do deputado estadual e da família de Binho Galinha, justificando assim registros de circulação e proximidade com o parlamentar.
Enquanto a fase de instrução se encerrava, outro ponto envolvendo o nome de Jonga Bacelar veio à tona. A Polícia Federal apreendeu, em um endereço ligado ao empresário Daniel Vorcaro — dono do Banco Master e atualmente preso — um envelope identificado com o nome do deputado baiano.
O material continha documentos sobre um negócio imobiliário. Os investigadores ainda não concluíram se há irregularidades. Jonga afirmou que atuava na constituição de um fundo para a construção de um empreendimento em Trancoso, na Costa do Descobrimento. Segundo ele, Vorcaro demonstrou interesse em adquirir parte do projeto e, por isso, recebeu a documentação. O negócio, no entanto, não chegou a ser concretizado.
Com a fase de depoimentos encerrada, o processo segue para as próximas etapas, que devem definir o destino dos réus na investigação que movimenta a política e a segurança pública da região.




