“Vigilante não protege só patrimônio, mas vidas”, diz sindicalista sobre atuação dos profissionais durante surto de homem em agência bancária
Por Hely Beltrão
Um homem em surto tentou tomar a arma de um vigilante na tarde da quarta (7) no interior da agência da Caixa Econômica Federal da rua Conselheiro Franco, próxima a Igreja dos Remédios, causando momentos de terror e pânico dentro do banco. Felizmente, os vigilantes conseguiram deter o homem e imobilizá-lo até a chegada da Polícia Militar. Os vigilantes tiveram apenas ferimentos leves.
Ao Conectado News, Juraci Mendes, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Feira de Santana afirmou que o sindicato tem prestado toda a assistência aos profissionais, que este tipo de situação sempre é possível de acontecer e que o vigilante não está lá apenas para resguardar o patrimônio, mas também a vida das pessoas dentro da agência.
” Na quarta (7) aconteceu esse incidente na agência bancária, sabemos que para quem trabalha nesta profissão, está sujeita a passar por esse tipo de coisa, a equipe do sindicato no momento em que aconteceu esta situação estava em uma reunião em Salvador, mas tomamos conhecimento dos fatos, deslocamos todo o pessoal disponível, a diretoria do sindicato acompanhou os colegas no hospital até receberem alta, graças a Deus não aconteceu coisa pior, pois o vigilante foi muito ágil no momento da ocorrência, alguns ficam criticando, mas somente quem está passando pela situação é que sabe. Naquele momento, o vigilante agiu de forma a conter o elemento, também com o intuito de salvar a vida as pessoas que estavam no auto atendimento, após o fechamento da agência, ou seja, o vigilante utilizou de perícia adquirida em seu treinamento para não permitir que o homem tomasse o seu armamento e de repente atirar em direção às pessoas, pois o nosso trabalho não é só proteger o patrimônio, mas, salvar vidas. A equipe do sindicato esteve presente no desenrolar de toda a situação e nesta quinta (8) estive na agência obtendo mais informações com o intuito de melhorar a segurança dos nossos colegas”.
Para o sindicalista, o banco, a prensa para o qual o vigilante trabalha e o sindicato são responsáveis pela assistência ao profissional neste momento.
“Ao meu entender, nesta situação são três: o banco para o qual ele presta serviço, defendendo as vidas dos clientes e dos funcionários, sendo responsável por garantir boas condições de trabalho, a empresa para o qual prestam serviço e o sindicato, que deve estar presente sempre, independente do que aconteça”.
Sobre a valorização do profissional, piso salarial e equipamentos de proteção
“Com relação ao piso salarial, ainda estamos em negociação, ainda não estamos recebendo devido a alguns entraves, não queremos perder coisas antes conquistadas, existem lugares que a questão do piso foi definida, mas a custa da perda de direitos, com relação aos EPI’s (Equipamentos de Proteção Individuais), fiscalizamos as empresas e os contratos, esta semana estivemos na UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana), nos bancos, sobre a valorização do profissional vigilante, as pessoas ainda não entenderam que o vigilante não protege só o patrimônio, mas também vidas, quando trabalhamos em um banco, estamos lá para defender além do patrimônio, os funcionários e os clientes, ou seja, independente do que acontecer dentro da agência, estamos ali para isso, ou seja, salvamos vidas, temos o curso de vigilante, somos autorizados pela Polícia Federal, temos porte de arma, hoje temos o Estatuto da Segurança, que veio para valorizar um pouco mais a nossa categoria. Para ser vigilante, precisa ter 21 anos, passar por cursos, ter a carteira nacional do vigilante, somos parte das forças de segurança pública, em todo lugar, encontraremos um vigilante trabalhando, por isso, peço ao povo que valorize a nossa categoria, que nos vejam com bons olhos, pois, muitas vezes passamos despercebidos, para ser vigilante, a pessoa deve ser íntegra, honesta, não dever nada a Justiça, sendo que a cada 2 anos deve passar por reciclagem, apresentar documentação provando que não deve nada na Justiça para poder atuar na profissão”, concluiu.




