Vereador denuncia que empresa responsável pelo matadouro Campo do Gado está poluindo o rio; Comissão da Câmara nega
Por Luiz Santos, Onildo Rodrigues e Hely Beltrão
Aconteceu um bate boca entre os vereadores Jurandy Carvalho (PSDB) e Pedro Américo (Cidadania) durante sessão da Câmara de Vereadores, ocorrida nesta quinta (13), para discussão e votação do projeto de lei que autorizava a concessão do matadouro Campo do Gado por mais 15 anos. Jurandy usou o seu tempo na tribuna, para denunciar que a empresa que hoje explora as instalações do local tem dispensado fezes e sangue dos animais no Riacho das Panelas que passa no fundo do local. Já Pedro Américo rebateu as alegações do seu colega, afirmando que ele não tinha provas do que estava falando.
Veja no vídeo abaixo.
“O matadouro está poluindo o rio. Recebo o relato de sangue descendo, quando se faz o abate, fezes de boi. Precisamos ter cuidado ao liberar concessões, pois sem o devido cuidado, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMMAM) e o INEMA (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) passam a ser órgãos poluidores, por que liberam a concessão e não fiscalizam, não vou mudar minha opinião sobre essa questão e minha voz ninguém vai calar”.
Em entrevista ao Conectado News, Pedro Américo comentou sobre o projeto e afirmou, sem citar o nome de Jurandy diretamente, que ele não tinha provas daquilo que estava falando.

“Nosso mandato tem feito esse papel, primeiro na discussão da lei, não adianta usar a tribuna simplesmente para fazer discurso ou denúncia sem nenhum tipo de prova, não vamos tolerar isso de maneira nenhuma, queremos que o debate seja feito tecnicamente como foi feito nesses dois dias de votação, buscar as informações apurar e aprovar um projeto que traz a Prefeitura Municipal a legalidade de algo que hoje está irregular, é nosso papel também fiscalizar o processo de licitação, cobrar as melhorias, fazer com que haja dentro desse processo de concessão a garantia de que aquela comunidade terá o seu bem estar garantido do ponto de vista da poluição do ar, que é o principal debate que foi feito, porque o mau cheiro é claro em alguns momentos, mas inclusive está havendo um estudo que está verificando se parte deste odor não vem do lixão aterro sanitário da Sustentare, mas, tecnicamente, se é feita a licitação, ela deve ser clara, vamos fiscalizar para que as obrigações e a comunidade tenha seu bem estar garantidos”.
O vereador Marcos Carvalhal (PL), afirmou em entrevista que esteve no local e que não encontrou nada do que foi citado por Jurandy.
“Não conseguimos constatar, pelo menos no meu ponto de vista, as irregularidades, não tive acesso as situações apresentadas por um certo vereador na Câmara, existe hoje uma necessidade urgente de uma licitação porque aquele contrato de concessão que é benéfico a todos, inclusive o município que arrecada ao invés de gastar, se não fizer a licitação, a empresa deixa de contribuir e há uma licitação de ampla concorrência, aberta, essa empresa como outras, podem participar, se estiverem com a documentação correta. Temos que tratar isso com cautela, principalmente porque depois da aprovação da lei, vem a fase licitatória, onde terão que cumprir à risca as cláusulas da licitação”.
Reclamações ambientais, funcionários
“Conversamos com alguns funcionários, da minha parte não ouvi nenhum tipo de reclamação, a questão do mau cheiro realmente existe um pouco, entendo que são situações que podem ser sanadas, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAM) ficará atenta a essa situação, quanto a questão do rio, não sou técnico, não sei dizer se realmente houve contaminação das águas, isso deve ter um parecer da SEMMAM, que com certeza não ficará de braços cruzados”.




