Sistema falha e estudante tem cartão Via Feira bloqueado injustamente, diz usuária
Com informações: Onildo Rodrigues
Por: Mayara Nailanne
A estudante Joana Batista Almeida denunciou o bloqueio do seu cartão Via Feira sob a alegação de uso indevido por terceiros, situação que, segundo ela, nunca ocorreu. O bloqueio tem causado sérios transtornos à sua rotina, especialmente por depender do transporte público para cuidados com o filho e compromissos essenciais.
De acordo com Joana, o cartão foi utilizado normalmente no dia 23, quando ela se deslocou para o centro da cidade e retornou para casa sem qualquer problema. Já no dia 29, ao tentar passar o cartão na catraca do ônibus, foi surpreendida com a informação de que o benefício estava bloqueado.
“Na hora eu não entendi o que estava acontecendo. Pensei que fosse algum erro simples e resolvi procurar a Central do Via Feira”, relatou.
Na central de atendimento, Joana afirma ter sido mal atendida. Segundo ela, uma funcionária informou, de forma grosseira, que o cartão havia sido bloqueado porque outra pessoa estaria utilizando o benefício. “Ela apenas mostrou o celular e disse que o motivo do bloqueio era esse. Eu fiquei em choque e disse que ninguém nunca usou meu cartão”, contou.
Ainda conforme o relato, a estudante tentou explicar que não havia repassado o cartão a terceiros e questionou como poderia resolver a situação. Foi então informada de que precisaria apresentar um comprovante de matrícula atualizado, com assinatura presencial. O problema, segundo Joana, é que tanto as instituições de ensino quanto o programa do qual ela participa estão em recesso.
Joana é estudante do programa Universidade para Todos (UPT), que funciona com períodos específicos de inscrição. “O UPT só abre inscrição novamente em março ou abril. Não tenho como apresentar um comprovante agora”, explicou. Um documento antigo, salvo no celular, não foi aceito pelo atendimento.
No dia seguinte, Joana entrou em contato com o Via Feira por meio do aplicativo. Segundo ela, foi informada de que o sistema havia identificado um rosto diferente do seu utilizando o cartão. Ao contestar, ouviu que a pessoa na imagem seria “muito parecida” com ela. “Eu não conheço essa pessoa. É um rapaz, usa óculos, é mais alto do que eu. Não faz sentido bloquear meu cartão por semelhança”, afirmou.
Joana disse ainda que chegou a ver o homem mencionado no Terminal Central, mas não sabe quem é e nunca autorizou o uso do seu cartão. Diante da situação, ela procurou a delegacia para registrar um boletim de ocorrência, com o objetivo de comprovar sua inocência. “Quando a gente erra, tem que assumir. Mas eu não fiz nada errado. Usei meu cartão normalmente”, declarou.
O bloqueio tem impactado diretamente a rotina da estudante. Mãe de uma criança com TDAH, Joana precisa utilizar o transporte público com frequência. “Meu filho faz terapia duas vezes por semana, além de consultas médicas e outras necessidades do dia a dia. Eu preciso desse cartão”, desabafou.
Ela afirma que não pode aguardar até abril para resolver a situação. “Se o sistema falhou, a culpa não é minha. Eu não posso ser penalizada por algo que não fiz”, concluiu.




