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“Se tivesse dinheiro para todo mundo, não precisava de edital”, diz Bruno Monteiro sobre artistas que ficaram de fora do Carnaval

Por Luiz Santos e Hely Beltrão

Durante entrevista concedida neste domingo (15), o secretário Estadual de Cultura, Bruno Monteiro, comentou sobre os editais aos quais os artistas devem se inscrever para se apresentar e receber a verba do governo do Estado. Ao Conectado News, ele deu mais detalhes.

“Estamos apoiando o carnaval em mais de 150 municípios de todos os portes, isso é um edital, tem regras, período, tem que escrever um projeto, é assim que se distribui o dinheiro público de forma responsável, transparente e equilibrada, todos os municípios têm condições de acessar esse recursos, desde que apresente o projeto e se habilitem nos editais”.

Recentemente, noticiamos um desabafo do cantor Marcionílio Prado, após ter não ter sido aprovado, onde o mesmo alegou que entregou toda a documentação corretamente. Sobre isso, questionamos o secretário sobre os critérios dos editais, ao qual respondeu que se trata de uma disputa , uma vez que não há dinheiro para todos.

“O edital é uma seleção, como um vestibular, onde temos um número de inscritos por vaga, o edital é a mesma coisa, se tivesse dinheiro para atender a todos não precisaria de edital, isso é um processo que os órgãos de controle exigem, têm todo um critério para acessar o recurso público, é uma disputa, o dinheiro público é importante mas não consegue chegar a todo mundo, temos que avaliar o sucesso da política pública não por quem ficou de fora, mas por onde está chegando, o resultado que isso trás, que são animadores, pois estamos vivendo o momento da cultura e do turismo impulsionando os empregos e a renda em toda a Bahia”.

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“Não é o único caminho”, diz secretário estadual de Cultura após desabafo do músico Marcionílio Prado

Números do Carnaval

“Estamos percebendo a cada ano um aumento significativo de público no carnaval de Salvador, o governo do Estado tem trabalhado em uma desconcentração desse carnaval, apoiando mais atrações no Campo Grande, com carnaval muito diversificado no Pelourinho, obviamente há uma superlotação, especialmente na Barra. Temos dito sempre que qualquer discussão sobre mudança, ampliação ou novos circuitos, não pode acontecer a portas fechadas, bem na véspera de carnaval, o governo do Estado trabalha para o carnaval o ano inteiro, por isso, quero sugerir, que uma semana após o fim da festa, que possamos conversar, a prefeitura, o Conselho do Carnaval, o Estado, os empresários, produtores, trabalhadores do Carnaval, estaremos a disposição para fazer essa discussão de forma democrática, pois uma solução para essa festa tem que ouvir a todos”.

Este carnaval ficará marcado por uma luta judicial entre blocos para definir qual o primeiro a desfilar. Sobre isso, Monteiro disse que é necessário uma definição clara de critérios, a fim de evitar esta situação.

“Decisão judicial não se discute, se cumpre, existiu uma questão de judicialização, mas que entendo que esse episódio tem que ser pedagógico, para que os critérios sejam discutidos com mais antecedência de forma transparente, o carnaval não é uma guerra, mas uma festa, celebração, ninguém que estar nesse ambiente de disputa, se os critérios forem discutidos com antecedência com transparência não vai precisar disso”.

Hely Beltrão

Hely Beltrão

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