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Retrospectiva e Esperança: entre o que fomos e o que precisamos ser

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Final de ano é tempo de balanço e, tradicionalmente, a grande mídia apresenta suas retrospectivas, enumera fatos, classifica acontecimentos e rotula períodos: “Retrospectiva 2025”, geralmente anunciam assim. Nós, porém, escolhemos outro caminho neste início de 2026.

Ao longo do ano, escrevemos sobre o cotidiano, sobre o que atravessa a vida real das pessoas, tomamos a liberdade de expressar opiniões e de nos posicionar sobre temas de interesse coletivo e não buscamos a isenção fria, que muitas vezes se confunde com omissão. Assumimos posições que julgamos sensatas, responsáveis e alinhadas com os princípios da dignidade humana e da democracia.

Ainda em 2025, não tivemos a pretensão de agradar – tampouco desagradar a ninguém – isso nunca foi nosso objetivo, mas, optamos pela coerência: com os valores que defendemos e com o compromisso de olhar para a sociedade sem filtros convenientes. Assim, tratamos de assuntos que impactam diretamente a população, que provocam debates, incômodos e, esperamos, reflexões.

Política, religião, futebol, gestão, educação, governabilidade […] foram alguns dos assuntos sobre os quais escrevemos no ano que se findou. Ao iniciar um novo ano surge, então, a pergunta inevitável: o que escrever em 2026?

Esperamos, inicialmente, que o ano que se inicia nos permita escrever sobre a paz na Faixa de Gaza, sobre a criação de um Estado Palestino reconhecido e respeitado, sobre o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia, que consome vidas, recursos e esperanças, sobre a paz no mundo, enfim. Gostaríamos de escrever sobre a não agressão à Venezuela ou a qualquer outra pátria, sobre soluções diplomáticas em vez de ameaças, sanções, guerras, mortes…

No cenário interno, ou seja, no Brasil, esperamos escrever sobre eleições marcadas pelo respeito ao voto, ao cidadão, à democracia e, sobretudo, à soberania nacional; escrever, ainda, sobre uma Copa do Mundo que una povos mais pelo esporte do que por rivalidades vazias. Escrever sobre o combate a alguns desafios que insistem em nos confrontar: a violência contra as mulheres, todos os tipos de preconceitos ainda tão enraizados, a exemplo das intolerâncias religiosas que negam o direito básico de existir na diferença.

Queremos escrever sobre o combate eficaz às facções criminosas, sem espetacularização e sem abandono das políticas sociais, sobre os efeitos de uma realidade cada vez mais digital, que aproxima e afasta, informa e desinforma, emancipa e aprisiona. Sabemos, é claro, que nada disso, porém, será possível sem esforço coletivo, isto é, vamos precisar de todo mundo, é bem verdade.

Para banir do mundo a opressão, em todas as suas formas, para construir uma vida nova, mais justa, mais solidária e mais humana, o esforço terá que ser coletivo. Por fim, vamos precisar de diálogo, coragem, responsabilidade e, acima de tudo, de muito amor, até porque nenhuma retrospectiva faz sentido se não vier acompanhada da esperança de um futuro melhor.

Feliz 2026!

Carlos Alberto – professor, radialista e mestre de cerimônias
Pedro Torres – engenheiro agrônomo

Hely Beltrão

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