Feira de Santana Política

Professores da rede municipal de Feira paralisam atividades e ameaçam ir à Justiça por pagamento integral dos precatórios 

Foto: Leandro Santana/Blog do Velame

Uma paralisação das atividades está prevista para esta quinta-feira (23) na rede municipal de Feira de Santana, em meio ao impasse entre professores e a gestão municipal sobre o pagamento dos precatórios do Fundef e o reajuste salarial da categoria. A mobilização foi definida em assembleia da APLB Sindicato e inclui atos públicos e reunião com representantes do governo.

A categoria cobra o cumprimento de acordos judiciais, a recomposição salarial e, principalmente, a inclusão dos juros no montante dos precatórios a ser destinado aos professores. Os profissionais acusam o Município de tentar reduzir valores considerados de direito.

Diretora da APLB, Marlede Oliveira afirmou, em entrevista ao Blog do Velame, que o movimento também busca expor o que considera ser um tratamento desigual em relação a outras cidades.

“Nós viemos aqui para dizer que queremos que pague os juros. Em vários municípios da região de Feira de Santana, quando receberam o precatório, foi pago abono aos professores e também aos trabalhadores. Aqui, querem fazer diferente. Com tudo isso, estamos mobilizados para garantir esse direito que é da categoria”, declarou.

Outro ponto de crítica é o envio de projeto de reajuste salarial sem contemplar professores aposentados, o que, segundo a entidade, fere a paridade entre ativos e inativos garantida por lei.

“Ele mandou o reajuste para a Câmara apenas para os ativos e excluiu os aposentados. E nós temos uma lei nacional que garante a paridade salarial entre ativos e aposentados. Já fizemos a documentação, entregamos ao governo e estamos aguardando. Se não houver solução, vamos ter que recorrer à Justiça, tanto em relação ao precatório quanto ao reajuste”, completou ao blog.

Diante do cenário, a APLB orienta pais e alunos a ficarem atentos, já que as atividades nas escolas da rede municipal podem ser afetadas ao longo do dia. A entidade não descarta novas mobilizações caso não haja avanço nas negociações com o governo municipal.

Mayara Nayllanne

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