Perigo no mar: saiba os cuidados para evitar afogamento
Por Luiz Santos
No Brasil, segundo dados da SOBRASA (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático) e Agência Brasil, ocorrem cerca de 5.700 mortes por afogamento anualmente, o que significa uma pessoa a cada 90 minutos, sendo uma das principais causas de morte para crianças (especialmente de 1 a 4 anos) e jovens, com mais vítimas sendo homens, e a maioria dos acidentes acontecendo em águas naturais, mas também em residências e piscinas, exigindo supervisão constante e equipamentos de segurança como coletes salva-vidas para prevenção.
Até novembro de 2024, segundo dados da SESAB (Secretaria de Saúde do Estado da Bahia), foram registrados no estado 328 mortes por afogamento, sendo 140 em ambientes naturais, 147 em locais não especificados e 70 em propriedades rurais.
O Conectado News neste fim de semana esteve na praia de Guaibim, município de Valença, um dos destino turísticos mais procurados neste fim de ano, onde entrevistamos o salva vidas Leandro Derô sobre os principais cuidados que os banhistas devem ter e o trabalho exercido por estes profissionais.
“A praia de Guaibim é muito boa, todos são bem vindos, as pessoas quando chegarem e encontrarem em qualquer praia a bandeira com o aviso de perigo ou se informar com o salva vidas mais próximo, pois nem todas as praias são iguais, principalmente aqui, uma praia muito perigosa, principalmente se o banhista for muito além, pode se envolver em uma situação perigosa”.
Equipamentos utilizados no trabalho
“Trabalhamos com uma boia, utilizada nas vítimas de afogamento, o nosso objetivo é chegar até a pessoa, acalmá-la e deixar o resto com o salva vidas. Não existe um horário específico para as ocorrências de afogamento, as vezes, mal assumimos o plantão e tem um emergência acontecendo”.
Escala de trabalho
“Depende muito do local, existem escalas de trabalho entre 4 a 5 horas, aqui em Guaibim, são 3 horas pela manhã e 3 a tarde”.
Recomendações
“Em caso de ver alguém de afogando procure ajuda, por que se você não souber o que fazer, acabará se afogando também e aumentando o número de vítimas, principalmente os pais, entendemos o sentimento de desespero ao ver o filho se afogando, mas é importante acionar o salva vidas. Quanto ao consumo de bebidas alcóolicas e o mar, realmente é bem complicado, algumas pessoas já vem alcoolizadas, entram no mar, achando que é uma piscina. Orientamos as pessoas que procurem as bandeiras de perigo e tomem banho após elas”.
Como são definidas as áreas de perigo
“São definidas em cursos e práticas adquiridas no dia a dia de trabalho, inclusive já temos como prever quando a pessoa irá se afogar, principalmente quando entra em uma área perigosa”.




