O poder destrutivo das fake news nas eleições
Por Luiz Santos, radialista e jornalista
As fake news nas eleições sempre aconteceram e eram chamadas comumente de ‘central de boatos’ e, nesta central, algumas pessoas eram pagas para espalhar mentiras contra determinados candidatos que estavam na disputa. Com o advento da internet e o crescimento das redes sociais, tudo isso tomou uma proporção gigantesca, com repercussão, às vezes, mundial.
Um exemplo do que chamaremos aqui de mentira deslavada, aconteceu na última sexta-feira (24), quando o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, que está foragido nos Estados Unidos, usou as redes sociais para divulgar uma grande fake news . Segundo Eduardo, “Na Bahia, mesários que trabalham voluntariamente nas eleições, após o término das eleições, às dezessete horas, esses profissionais votam no lugar dos eleitores”, atitude que foi rebatida neste sábado (25) em Nota do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) (No final do artigo).
Neste ano de 2026 – ano eleitoral – a Justiça Eleitoral do Brasil deve ter muito trabalho para desfazer fake news, sobretudo, aquelas provocadas por políticos que são eleitos ano a ano e sempre se beneficiaram e continuam se beneficiando, do dinheiro público, fazendo de tudo para destruir o mesmo sistema pelo qual foram beneficiados: o sistema eleitoral do Brasil.
As fake news são danosas, principalmente entre aquelas pessoas que só acreditam no que essa gente publica nas redes sociais, e ainda saem multiplicando a desinformação, ou seja, cometendo crime eleitoral. Enquanto a Justiça não prender “uns dois” por essa prática criminosa, não vão deixar de cometer esse tipo de crime.
Nota do TRE-BA nas redes sociais.
“Circula a informação de que, na Bahia, após às 17 horas, mesários(as) votam no lugar de eleitores(as) que não compareceram às urnas.
Essa informação é FALSA!
Mesários(as) são convocados e treinados pela Justiça Eleitoral e atuam sob fiscalização rigorosa.
Quem está na fila até 17 horas tem direito de votar e por isso a votação pode seguir após esse horário.
A identificação do eleitor é segura, com biometria ou conferência de dados.
Todo o processo eleitoral é auditável, com registros como a zerésima e o Boletim de Urna.
Antes de compartilhar qualquer informação, verifique!!
Combatemos a desinformação para proteger a democracia”.




