Bahia Carnaval

“O Axé tem muito mais de 41 anos” destaca Cristóvão Rodrigues

Cristovão Rodrigues – Foto: Luiz Santos

Por Luiz Santos e Hely Beltrão

Através das ondas sonoras do rádio chegavam os maiores sucessos carnavalescos no início da história do Axé Music, e o apresentador e radialista Cristóvão Rodrigues ficou marcado por lançar artistas do movimento baiano no mercado musical ao selecionar as canções que tocavam. O comunicador emplacou nomes como Sarajane e Gerônimo.

Cristóvão teve a iniciativa de levar para as rádios as canções que tocavam nos trios elétricos durante o Carnaval dos anos 90. Olhando para trás ele percebe o quanto isso foi inovador. Ao Conectado News, Rodrigues deu detalhes sobre um livro que está escrevendo a respeito da história da música baiana, como a Axé Music e outras curiosidades.

“Esse livro é um trabalho muito extenso, porque o Carnaval da Bahia demanda uma coisa muito grande, por que as pessoas não sabem, o que é normal, que na Bahia não é só um programa, mas uma questão de comportamento e histórica, a música baiana mesmo, voltando no tempo, para Tia Ciata, Santo Amaro da Purificação, depois, para o Rio de Janeiro, precursora das escolas de samba, é muita coisa que vem se renovando, a partir dos grandes sucessos de músicos da Bahia, diria que começou nos anos 1980”.

Um dos grandes responsáveis pela divulgação da música baiana

“Eu e uma série de pessoas, apareci mais porque dirigia a rádio de maior audiência no estado da Bahia e uma das maiores do Brasil, a Itapuã FM. Como a Itapuã FM tocava, era natural que a proporção de ouvintes e a propagação desse sucesso era muito maior, são fatos históricos, não aquilo que quero e gosto, todas as rádios tiveram participação, a minha foi maior porque dirigia as duas rádios de maior audiência no estado, a Rádio Sociedade da Bahia, que foi a quarta rádio fundada no Brasil e a Itapuã FM, a primeira emissora de FM da Bahia e que liderava naqueles anos”.

“Não quis ser rico por opção”

“Continuo sendo jornalista, ajudei muitos amigos na área, mas não é uma coisa que me satisfaz, me dá prazer interno, gosto de Carnaval, gente, falar. Se quisesse, seria um homem rico, não me tornei por opção”.

História do surgimento do termo Axé Music

“A Axé Music tem muito mais de 41 anos, Missinho, “Tiete”, do Chiclete, vem muito antes. Por que Axé? Porque o grande compositor e cantor baiano Gerônimo cumprimentava as pessoas com o termo Axé, que é uma saudação, a mãe de Gerônimo era mãe de santo, por isso saudava todo mundo assim. Todos que gravavam música, faziam na W.R, então Missinho que começou com o nosso Axé para você, cumprimentando Axé ,Axé. Daí então disseram: “a turma do Axé já chegou?” Por isso que Agamenon Brito, grande jornalista baiano, era roqueiro e achava que essa coisa de música baiana estava encobrindo os outros segmentos musicais, daí então, colocou pejorativamente, “A turma do Axé” ou Axé Music. Nós da Itapuã FM achamos o termo ótimo e assim ficou”.

“Não se pode impor nada a população”, ao ser questionado por qual motivo as pessoas não ouvem tanto o samba, que é o tema do carnaval deste ano.

“Não podemos impor nada a população, que segue o caminho que quer, se você colocar uma comida a força na boca de uma criança, ela vai pôr tudo para fora, a população também é assim, todo lugar que você impõe algo, não é democracia, temos que mostrar tudo e assim se escolhe o caminho que quer. Toquei várias músicas na Itapuã FM pensando que seria um grande sucesso e a população não quis, ninguém nem lembra, quando as pessoas querem, absorvem”.

Hely Beltrão

Hely Beltrão

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