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Funcionário da Setur é encontrado esquartejado após ser retirado a força de terreiro de Candomblé

Funcionário da Setur é encontrado esquartejado após ser retirado a força de terreiro de Candomblé

Hely Beltrão
Por: Hely Beltrão
18/11/2025 às 18h12
Funcionário da Setur é encontrado esquartejado após ser retirado a força de terreiro de Candomblé
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Fonte: G1 Bahia

O corpo de um jovem de 28 anos foi encontrado esquartejado na segunda-feira (17), em uma área de mata em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Segundo a família, ele estava no terreiro de candomblé, quando foi abordado por criminosos, agredido e levado para a mata.

Williams Nogueira trabalhava na Secretaria de Turismo da Bahia, era morador do Nordeste de Amaralina, em Salvador, e frequentava um terreiro de candomblé em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, junto com a mãe e o irmão. Segundo a família, ele não tinha envolvimento com a criminalidade.

No sábado (15), Williams estava no terreiro com a família, quando um grupo de homens suspeitos entrou no espaço e pediu os celulares de todas as pessoas.

Ao informar que não havia levado o telefone, Williams passou a ser agredido pelos criminosos. Segundo o irmão, que não quis ter a identidade revelada, foi solicitado que ele entrasse nas redes sociais, mas o jovem ficou nervoso e esqueceu a senha do aplicativo.

"Ele ficou muito nervoso, os caras levaram ele. Foi uma covardia, bateram nele na nossa frente e eu não pude fazer nada", contou.

Após ser levado pelos criminosos, William ficou desaparecido por dois dias. A família fez buscas em Simões Filho, mas o corpo só foi encontrado na segunda-feira, em duas covas rasas em uma região de mata.

Ainda de acordo com familiares de Williams, a motivação do crime pode ser a rivalidade entre as facções criminosas que atuam no Nordeste de Amaralina, bairro de Salvador onde a vítima morava, e em Simões Filho, cidade onde fica o terreiro que ele frequentava. Apesar disso, a informação não é confirmada pela polícia.

Em nota, a Polícia Civil informou apenas que as investigações seguem em sigilo e mais detalhes não podem ser divulgados.

"Ele era um menino trabalhador, nunca se envolveu em nada, a carteira dele está lá, toda assinada", lamentou o irmão da vítima.
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