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Pais denunciam falta de cuidadores e suspensão de aulas em escola municipal de Feira de Santana

De acordo com as denúncias, alguns servidores do setor administrativo estariam realizando serviços gerais para suprir a ausência de trabalhadores.

Por: Redação
22/05/2026 às 11h13 Atualizada em 22/05/2026 às 13h45
Pais denunciam falta de cuidadores e suspensão de aulas em escola municipal de Feira de Santana
Foto: Luiz Santos

Pais e responsáveis de alunos do Centro Municipal de Educação Infantil Luzia de Almeida Souza, localizado na Avenida Lopes Rodrigues, em Feira de Santana, denunciaram ao Conectado News que estudantes estão sem aulas desde fevereiro devido à falta de profissionais na unidade, principalmente cuidadores.

A equipe de reportagem esteve no local e conversou com fontes ligadas à escola, que preferiram não se identificar. Segundo os relatos, a carência de funcionários estaria afetando o funcionamento da unidade. De acordo com as denúncias, alguns servidores do setor administrativo estariam realizando serviços gerais para suprir a ausência de trabalhadores. Ainda conforme as fontes, professores não conseguem manter as atividades em sala sem o auxílio dos cuidadores.

A presidente da APLB Sindicato em Feira de Santana, Marlede Oliveira, afirmou que a rede municipal enfrenta dificuldades relacionadas à falta de professores e outros profissionais da educação. Ela também citou acordos firmados anteriormente com a administração municipal, incluindo a realização de contratações emergenciais por meio do Regime Especial de Direito Administrativo (REDA).

 “A situação continua caótica na educação em Feira de Santana. Acho que todos se lembram do discurso de campanha do prefeito José Ronaldo, dizendo que não faltará um professor, cuidador, carteiras e merenda escolar nas escolas de Feira. No entanto, várias questões continuam pendentes, faltando. A falta de professores é grave no município. Temos várias escolas que estão funcionando 2 dias sim e 3 dias não. Nós temos um acordo para ser cumprido pelo governo, que entre outros pontos, trata da pauta salarial. O acordo que foi feito ano passado e um dos itens era ter contratação emergencial de professores pelo REDA, porque pelo concurso a convocação é demorada e não tinha professores nas escolas. Todavia, no final do ano passado, fizemos uma denúncia no Ministério Público que as crianças ficaram sem aulas, mas nenhuma providência foi tomada. Não pode criança ficar sem aula, quando a gente faz uma paralisação, temos que repor. O governo passa o ano todo as crianças sem aulas ou tendo 3 dias por semana e fica por isso mesmo”.

A sindicalista também criticou a adoção de turmas multisseriadas em algumas unidades da zona rural, medida que, segundo a dirigente, vem sendo utilizada para tentar reduzir os impactos da falta de professores.

“O governo disse que faria um Reda emergencial para contratação de 1000 professores, só passaram 700 e só chamarão 291.  Já que aumentou o número de alunos, vai continuar faltando professor. Estamos aqui com uma denúncia de uma escola no distrito de Jaguara que está funcionando apenas 3 dias e para solucionar o problema, vão colocar as salas multisseriadas, ou seja, juntar turmas e séries diferentes em uma coisa só. É preciso ter bom senso! O prefeito e o secretário de educação querem isso para os filhos e netos deles? A educação em Feira está ruim não só a nível salarial, pois paga o pior salário da região e agora também nas condições de educação”.

O secretário de educação, Pablo Roberto, disse que a unidade possui o número de ajudantes de sala, indicado para a divisão e que já convocou profissionais através do REDA que suprirão a necessidade dessa e de outras unidades escolares do município.

“A escola tem sim cuidadores, nesse momento está com 4, que foi o número que a divisão acusou a necessidade. Agora, nós ampliamos as salas e, nestas turmas,  ainda estão faltando professores. Não era para ter começado o ano letivo assim…Quanto à falta de professores, nós convocamos mais de 200 profissionais pelo REDA e chegaram 500, vamos selecionar e distribuir para as  unidades”, diz

 
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