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Fiesp defende negociações coletivas no debate sobre jornada de trabalho

Fiesp defende negociações coletivas no debate sobre jornada de trabalho

Por: Mayara Nayllanne
10/02/2026 às 18h54 Atualizada em 10/02/2026 às 21h54
Fiesp defende negociações coletivas no debate sobre jornada de trabalho
Geraldo Magela/Agência Senado Fonte: Agência Senado

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) informa que vem dialogando com lideranças sindicais de trabalhadores e representantes de diversos setores produtivos a respeito da jornada de trabalho no país. A entidade manifesta preocupação com a forma como o debate sobre a escala 6x1 tem sido conduzido e reforça a importância de que qualquer alteração respeite a soberania das negociações coletivas, conforme previsto na Constituição Federal.

Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o estabelecimento de regras rígidas para a jornada de trabalho por meio de emenda constitucional, sem considerar as especificidades de cada setor, compromete a autonomia de empresas e trabalhadores. “O engessamento da jornada por via constitucional, desconsiderando as particularidades das atividades econômicas, afeta diretamente a liberdade de negociação entre as partes”, afirma.

A Fiesp alerta ainda que uma eventual transição sem o correspondente aumento de produtividade ou a redução do chamado “Custo Brasil” poderá resultar em pressões inflacionárias e perda de competitividade da economia brasileira. Segundo a entidade, os impactos seriam especialmente severos para pequenas e médias empresas, com risco de retração econômica, fechamento de postos de trabalho formais e avanço da informalidade.

De acordo com a federação, esses efeitos contrariam o objetivo original da proposta de emenda em discussão, que busca melhorar as condições de trabalho e emprego no país.

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