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Nordeste segue como região que mais mata pessoas trans e travestis no Brasil

Nordeste segue como região que mais mata pessoas trans e travestis no Brasil

Por: Mayara Nayllanne
26/01/2026 às 10h54 Atualizada em 26/01/2026 às 13h54
Nordeste segue como região que mais mata pessoas trans e travestis no Brasil
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Nordeste voltou a concentrar o maior número de assassinatos de pessoas trans e travestis no Brasil. Em 2025, a região respondeu por 38 das 80 mortes registradas no país, o equivalente a 47,5% do total, segundo dossiê divulgado nesta segunda-feira (26) pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais.

Na sequência aparecem o Sudeste, com 17 casos (21%), o Centro-Oeste, com 12 (15%), o Norte, com 7 (9%), e o Sul, com 6 assassinatos (7,5%). Proporcionalmente, houve aumento percentual nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul. Apenas o Sudeste apresentou queda em relação ao ano anterior.

Entre os estados, São Paulo lidera o ranking histórico de assassinatos de pessoas trans entre 2017 e 2025, com 155 casos, seguido pelo Ceará (115) e pela Bahia (104). O levantamento aponta que o Nordeste concentra quatro estados no topo da lista (Ceará, Bahia, Pernambuco e Paraíba) que somam 349 assassinatos no período. O dado reforça o perfil mais recorrente das vítimas identificado pela Antra: jovens trans negras e nordestinas.

Em 2025, uma pessoa trans com até 29 anos teve, em média, 28% mais chances de ser assassinada do que pessoas trans de outras faixas etárias somadas. A vítima mais nova registrada no dossiê tinha 13 anos. Apesar da queda de 34,4% em relação às 122 mortes contabilizadas em 2024, o estudo mantém o Brasil, pelo 17º ano consecutivo, como o país mais perigoso do mundo para a população trans.

Segundo a Antra, o padrão de violência permanece associado a vulnerabilidades sociais. O perfil predominante das vítimas é descrito como de jovens trans negras, empobrecidas, nordestinas e assassinadas em espaços públicos, o que evidencia a persistência de desigualdades regionais, raciais e socioeconômicas na dinâmica da violência contra essa população.

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