Mercantilização do nome de Deus
Por Luiz Santos, radialista e jornalista
Ao escrever este artigo não quero atacar a fé ou religião alheia, afinal Deus nos deu livre arbítrio para escolher o que quisermos, desde a alimentação, o que adoramos – ou não. Deus, creio, é tão maravilhoso que não importa o que fazemos, está sempre disposto a nos perdoar literalmente.
Assim, não cabe a nós, pobres mortais, julgar a fé que muitos professam ter. Digo isso, pois algumas coisas tem me chamado a atenção, a exemplo da mercantilização ou politização do nome de Deus e como algumas pessoas usam outras mais fragilizadas em termos de fé.
Por diversos motivos, às vezes até por questões financeiras, de saúde, dependência química, emocional entre outras. É justamente nesses momentos que alguns se aproveitam como “salvadores e revolvedores” de problemas alheios, abrem uma “portinha”, colocam o nome de Deus e começam a mercantilizar e politizar como se fosse um comércio.
Sabemos que Cristo, assim como o seu Pai, não olha para templos ostentosos ou humildes. Pelo contrário, Pai e Filho olham mesmo é para o coração de cada pessoa, inclusive deste que vos escreve.
Na terça (3), ao trafegar pela orla marítima de Salvador, onde existem vários restaurantes, bares, churrascarias e quiosques, algo me chamou atenção: uma igreja com o nome “Peixe, Pão e Brasa”, com o seguinte slogan: “Uma Igreja Sem Amarras”. Naquele ambiente, o símbolo era um braseiro, confesso que num primeiro momento, imaginei se tratar de um restaurante no qual se servia tudo isso, (Peixe, Pão e Fogo), no entanto, somente após analisar com mais cuidado percebi que se tratava de uma igreja.
Confesso que fiquei decepcionado e achei uma falta de respeito com o nome de Deus. E mais, diante desse fato pude perceber que muitos não estão preocupados em levar a palavra de Deus, mas sim comercializá-lo como uma franquia, algo pronto para abrir filiais pelo Brasil e o pelo mundo.
Ante o presenciado e ao exposto, por outro lado, também me conforto em saber que, segundo Mateus (22:14) “Muitos são chamados, mas poucos escolhidos”.




