Justiça Eleitoral rejeita ação do PL contra o PT por suposta fraude na cota de gênero
A Justiça Eleitoral decidiu, mais uma vez, de forma desfavorável ao Partido Liberal (PL) em ações que questionam o resultado das eleições municipais de 2024. Desta vez, a decisão beneficiou o Partido dos Trabalhadores (PT), que integrava a Federação Brasil da Esperança. O PL alegava suposta fraude na cota de gênero, argumento que já havia sido rejeitado anteriormente em ações contra outros partidos, como o PSB.
Para falar sobre o caso, o vereador Sílvio Dias (PT) participou do programa Levante a Voz, na rádio Sociedade News-FM e explicou os desdobramentos da decisão judicial.
Segundo o vereador, a ação movida pelo PL não apresentou elementos concretos que comprovassem irregularidades. “No caso específico do PT, a acusação foi completamente descabida. Alegaram que uma candidata não teria sido uma candidata de verdade, mesmo ela tendo feito campanha, participado de atos públicos e apresentado prestação de contas”, afirmou.
De acordo com Sílvio Dias, tanto o Ministério Público quanto a Justiça Eleitoral reconheceram que houve campanha efetiva. “Existem fotos, registros e a presença da candidata nos atos. Diante disso, o juiz negou o provimento da ação”, explicou.
O parlamentar destacou que essa já é mais uma derrota do PL na tentativa de judicializar o processo eleitoral. “Eles entraram com ações contra vários partidos, contra campanhas majoritárias e até contra pessoas específicas. Todas vêm sendo negadas. Isso demonstra uma tentativa política de lançar dúvidas sobre um processo eleitoral que foi legítimo”, avaliou.
Sílvio Dias também relembrou outra decisão recente envolvendo seu nome. Durante o dia da eleição, um empresário foi conduzido à Polícia Civil pela Polícia Militar, e posteriormente alegou danos à imagem do vereador. “Essa ação também foi negada em primeira e segunda instância, o que reforça que são alegações infundadas”, disse.
Questionado sobre os próximos passos do PT, o vereador explicou que, com o encerramento da ação, cada candidato poderá avaliar individualmente eventuais medidas. No entanto, ressaltou que o principal ponto já está claro. “O que houve foi uma tentativa de um ‘terceiro turno’, uma judicialização da eleição. É uma prática comum desse grupo político, como vimos no cenário nacional em 2022, quando o resultado das urnas não foi aceito”, afirmou.




