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Ginecologista é preso após denúncia de abuso sexual em trabalho de parto

Foto: Reprodução

Acusado de estuprar uma paciente durante o trabalho de parto, o ginecologista,Felipe Lucas, de 81 anos, foi preso na última quarta-feira (6), em Teixeira Soares, região central do Paraná. Segundo a Polícia Civil, esta é a quarta denúncia de violência sexual contra o médico.

De acordo com as investigações, a vítima relatou que o abuso aconteceu durante um exame realizado antes do nascimento do bebê. Em depoimento, ela afirmou que “foram 5 minutos do médico ginecologista passando a mão na parte externa da sua genitália.

Ela informou ter tido outros filhos e nunca ter passado por isso. E disse que o abuso só cessou após a entrada de uma enfermeira na sala.

A polícia enquadrou o caso como estupro de vulnerável, por entender que a paciente estava em condição física e emocional que dificultava qualquer reação durante o atendimento médico. O delegado Rafael Nunes Mota afirmou que a mulher decidiu procurar as autoridades depois de tomar conhecimento de outras denúncias semelhantes contra o ginecologista.

Felipe Lucas foi localizado e preso preventivamente em Curitiba. A defesa do médico classificou a prisão como “ilegal, sob alegação completamente falsa e de um fato que se encontra prescrito”, e negou as acusações, afirmando que o profissional irá comprovar inocência ao longo do processo.

Os advogados também sinalizaram a possibilidade de solicitar prisão domiciliar em razão da idade do acusado.

O médico já havia se tornado réu neste ano por violação sexual mediante fraude, após denúncias apresentadas por outras mulheres em Irati, município onde construiu carreira política e médica. As outras duas não poderão render novos processos por já terem prescrito.

Segundo a Polícia Civil, os relatos apresentam características semelhantes e podem indicar um padrão de comportamento repetido ao longo de décadas – incluindo o medo das mulheres de denunciar o ginecologista por ele ser médico, ex-deputado estadual, ex-prefeito e ex-vereador de Irati.

“Elas disseram que não procuraram a polícia antes por medo da influência política do autor. Antes achavam que não ia dar em nada se registrassem a ocorrência, mas agora viram que deveriam ter relatado antes”, disse o delegado Luis Henrique Dobrychtop, de Irati.

As autoridades acreditam que o médico se utilizou da sua posição de poder e confiança para praticar os atos libidinosos, enganando as vítimas com a desculpa de procedimentos clínicos como pretexto para os abusos.

“A primeira vítima relatou que, durante o exame, o médico realizou massagens íntimas, alegando ser uma orientação para o estímulo da libido — uma conduta que, segundo especialistas, não tem nenhum respaldo na medicina”, explica o delegado do caso.

Redação

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