Filme sobre Bolsonaro é mais caro que “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto”
O filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, pode entrar para a história como um dos projetos mais caros já ligados ao cinema brasileiro. Segundo registros divulgados pelo The Intercept nesta quarta-feira (13), o empresário Daniel Vorcaro, ex-CEO e dono do Banco Master, teria se comprometido a repassar US$ 24 milhões para financiar o longa, valor equivalente a cerca de R$ 134 milhões na cotação da época.
O montante atribuído ao projeto supera com ampla vantagem os orçamentos de algumas das principais produções nacionais das últimas décadas. Embora “Dark Horse” seja uma produção norte-americana, os números colocam o longa acima de filmes brasileiros recentes e até de cinebiografias internacionais de grande repercussão.
Entre os exemplos citados está “O Agente Secreto”, indicado ao Oscar de 2026, que teve orçamento estimado em R$ 28 milhões. Já “Ainda Estou Aqui”, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, custou cerca de R$ 45 milhões, segundo estimativas divulgadas pelo setor audiovisual.
Outro caso mencionado é a animação “Corrida dos Bichos” (“The Animal Race”), prevista para estrear em 2026 e tratada como uma das produções mais caras da retomada do cinema nacional. O projeto teve orçamento estimado em US$ 5 milhões, aproximadamente R$ 25 milhões.
Produções históricas do cinema brasileiro também aparecem abaixo do valor associado a “Dark Horse”. “Nosso Lar” (2010), conhecido pelos investimentos em efeitos especiais, teve custo estimado em R$ 20 milhões. Já “Lula, o Filho do Brasil” (2010), cinebiografia do presidente Lula, foi produzido com orçamento oficial de cerca de R$ 17 milhões.
Outro exemplo lembrado é “Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro” (2010), que teve orçamento aproximado de R$ 12,5 milhões, chegando perto de R$ 16 milhões ao incluir custos extras de distribuição e combate à pirataria. Apesar do investimento inferior, o longa se tornou um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema nacional.
Até produções internacionais relacionadas ao Brasil ficaram abaixo do valor associado ao filme sobre Bolsonaro. “Me Chame Pelo Seu Nome”, coprodução entre Brasil, Estados Unidos, França e Itália vencedora do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, teve orçamento estimado em US$ 3,4 milhões.




