Política

Ex-deputado Tom reafirma fidelidade ao grupo político e cobra definição para 2026

O ex-vereador e ex-deputado estadual Everton Carneiro (Tom) afirmou, em entrevista, que segue confiante na palavra do atual prefeito e das lideranças do grupo político ao qual pertence, destacando que espera ser oficialmente confirmado como pré-candidato para as eleições de 2026. Segundo ele, ainda não houve uma reunião formal para discutir nomes, mas garante que continua acreditando no compromisso feito pelos líderes.

“Eu não tenho dúvida. Estou acreditando muito na palavra dele. Ele vai nos reunir, conversar, nos ajudar. Faltam dez meses para a eleição e acredito muito ainda na palavra do prefeito”, disse.

Tom relembrou que, em 2020, durante a disputa municipal, permaneceu sozinho no grupo como apoiador da candidatura do então prefeito Colbert Martins, enquanto outras lideranças tomaram rumos diferentes. Ele destacou que foi fiel ao grupo também nas eleições de 2022, quando concorreu a deputado estadual e perdeu por cerca de 800 votos.

“Permaneci fiel ao grupo. Eu achava que o grupo tinha que me ajudar, que o prefeito deveria se posicionar. Mas sigo confiante agora, porque o prefeito me garantiu que vai me impulsionar”, afirmou.

Tom obteve quase 11 mil votos em Feira de Santana nas últimas eleições e acredita que poderá ampliar essa votação a partir das alianças que vem construindo na cidade.

“O trabalho que estamos fazendo é para dobrar, triplicar votos. Mas vai depender muito do gestor, do prefeito atual, e também do ex-prefeito Zé Ronaldo”, afirmou.

Durante a entrevista, Tom deixou claro que não permanecerá no Solidariedade, partido pelo qual concorreu em 2022. Segundo ele, a partir de março terá liberdade legal para escolher uma nova sigla.

“Não fico mais no Solidariedade. O que foi acertado ficou para trás. Não estou chateado com ninguém, mas neste partido eu não sou candidato”, disse.
Ele citou que já não segue a “mesma linha” do presidente estadual da sigla, Luciano Araújo.

Pastor, Tom ressaltou sua ligação com o segmento evangélico e reafirmou que seguirá defendendo pautas voltadas à família e aos princípios cristãos.

“Sou contra a liberação das drogas, contra o aborto. Não fico em cima do muro. Quanto à igreja, Deus a defende; mas quanto ao CNPJ, precisamos de representantes para enfrentar leis que venham contra os princípios”, afirmou.

Binho Galinha e o impacto político

Questionado sobre a possível transferência de votos do deputado estadual Binho Galinha, preso recentemente, Tom demonstrou cautela e evitou explorar o episódio politicamente.

“Tenho respeito muito grande por ele. Estou orando para que tenha êxito, que saia e concorra. Não quero surfar nessa onda agora. Se ele concorrer e ganhar, ótimo”, disse.

Segundo ele, as pesquisas costumavam mostrar Binho em primeiro lugar e seu nome em segundo dentro do grupo de pré-candidatos.

Tom se posicionou sobre a polêmica recente envolvendo Flávio Bolsonaro, que declarou que “todo homem tem seu preço”. Para Tom, a fala foi “infeliz”.

“Ele já perde o voto comigo. Eu estava tendencioso a votar em Tarcísio de Freitas. Fiquei muito triste com a declaração”, afirmou.

Mesmo reconhecendo qualidades do governador Jerônimo Rodrigues, Tom reafirmou que tem lado e espera a orientação de seu grupo.

“Respeito muito Jerônimo, sempre foi prestativo comigo. Mas tenho uma direção. Vou ouvir meu grupo. Quero estar no lado que vai defender a família, a fé, os princípios cristãos”, declarou.

Sobre a possibilidade de seguir com ACM Neto caso a oposição se una, Tom foi direto:

“Se for Neto, vamos estar juntos. Temos que nos posicionar. Blefe não funciona na política.”

Ao final, Tom reforçou que sua prioridade é estar em um grupo que represente seus valores e que realmente o apoie.

“Quero ser o candidato do grupo. Quero estar onde defendam a fé, a família e os princípios cristãos”, concluiu.

Mayara Nayllanne

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