Empresário Carlos Medeiros defende flexibilização nas relações de trabalho e critica debate sobre escala 6×1
O empresário e pré-candidato a deputado estadual Carlos Medeiros comentou, em entrevista ao Conectado News, na manhã desta quinta-feira (30), o debate sobre o possível fim da escala de trabalho 6×1 e defendeu uma modernização das leis trabalhistas no Brasil. Com experiência tanto como empregado quanto como empreendedor, ele afirmou que o modelo atual é engessado e não acompanha as transformações do mercado.
Segundo Medeiros, a discussão não deve se limitar à simples mudança da escala 6×1 para 5×2, mas sim considerar aspectos como produtividade e flexibilidade. Ele destacou que muitos empregadores estão mais preocupados com resultados do que com o número de horas trabalhadas. Em alguns casos, afirmou, o funcionário consegue cumprir suas funções em menos tempo, mas permanece preso a uma jornada fixa por causa da legislação.
O empresário citou como exemplo o setor de restaurantes, onde há grande variação de demanda ao longo do dia. De acordo com ele, existem períodos em que é necessário contar com toda a equipe, como no almoço e no jantar, enquanto em outros momentos a necessidade é bem menor. Para Medeiros, o modelo atual dificulta essa adaptação e impede acordos mais flexíveis entre patrões e empregados.
Durante a entrevista, ele também criticou a condução do debate sobre o fim da escala 6×1, classificando-o como acelerado e influenciado por interesses políticos. Na avaliação dele, o tema precisa ser discutido com mais profundidade, envolvendo empresários, trabalhadores e especialistas, para que se chegue a uma solução eficaz.
Medeiros alertou ainda para possíveis impactos negativos, principalmente para micro e pequenas empresas, responsáveis pela maior parte dos empregos no país. Segundo ele, mudanças sem planejamento podem levar à redução de contratações, aumento da informalidade ou até fechamento de negócios em determinados dias.
Ele defendeu a criação de modelos mais flexíveis de contratação, permitindo que trabalhadores tenham opções além da CLT, mas ainda dentro da formalidade, com contribuição para a previdência e garantia de direitos básicos. Para o empresário, a informalidade tende a crescer caso não haja alternativas viáveis.
Apesar das críticas, Medeiros afirmou ser favorável à melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores, mas ressaltou a necessidade de equilibrar essa questão com a manutenção da renda. Ele destacou que muitos profissionais desejam trabalhar menos dias, mas também precisam de melhores ganhos.
Por fim, o empresário avaliou que o caminho mais adequado é ampliar o debate e modernizar a legislação trabalhista, criando diferentes possibilidades de contratação que atendam às necessidades tanto de trabalhadores quanto de empregadores.
Por: Mayara Nailanne




