DENÚNCIA: Alunos do Curso de Formação de Soldados da PMBA em Feira denunciam alimentação com larvas; coronel se pronuncia
A denúncia de que alunos do Curso de Formação de Soldados da PMBA em Feira de Santana teriam encontrado larvas na alimentação servida pelo 1º BEIC foi descartada pelo comandante da unidade, Tenente-Coronel Ebenezer Tai, que afirma que a apuração interna identificou o objeto apontado como larva como a radícula de um feijão branco, e não um inseto, classificando o episódio como um engano.
No dia 17 de novembro, uma aluna encontrou uma perna de barata em seu prato durante o jantar. O caso gerou repúdio entre os discentes, mas, segundo relatos, não houve posicionamento oficial imediato sobre o ocorrido. Apenas dois dias depois, em 19 de novembro, a situação ganhou contornos ainda mais preocupantes: larvas foram identificadas dentro da comida servida no almoço, reforçando suspeitas de falhas graves na higienização e no controle de qualidade dos alimentos oferecidos.
Alunos que preferiram permanecer no anonimato afirmam que graduados e oficiais presenciaram ambas as situações, mas nenhuma providência visível foi tomada. A falta de respostas e de medidas preventivas tem aumentado a inquietação entre os futuros soldados, que afirmam estar expostos a riscos diários de contaminação alimentar.

Além dos episódios diretamente ligados à comida, os discentes relatam que o ambiente da cozinha e do refeitório apresenta condições insalubres, com sinais de negligência na limpeza e no cumprimento das normas sanitárias. Para eles, a reincidência de problemas em tão curto intervalo de tempo evidencia fragilidades no setor responsável pela alimentação e na fiscalização interna.
NOTA SOBRE DENÚNCIA DE POSSÍVEL PRESENÇA DE LARVAS EM ALIMENTAÇÃO DE ALUNOS DO CURSO DE FORMAÇÃO DA PMBA
O Tenente-Coronel Ebenezer Tai, comandante do 1º BEIC — Batalhão Escola da Polícia Militar da Bahia em Feira de Santana —, esclareceu, em entrevista ao programa Levante a Voz, da Rádio Sociedade News, que não procede a denúncia feita por alunos do Curso de Formação de Soldados sobre a suposta presença de larvas na alimentação servida na unidade.
Segundo o comandante, o batalhão mantém um rigoroso sistema de fiscalização, especialmente no que diz respeito à alimentação dos policiais e alunos, visando não apenas o cumprimento da disciplina e da formação, mas também a preservação da dignidade da pessoa humana.
O Tenente-Coronel informou que diariamente o subcomandante do batalhão, Major Itamar, acompanha presencialmente as refeições no refeitório, junto à nutricionista da empresa responsável pelo fornecimento da alimentação.
Em relação ao fato denunciado, o comandante explicou que um aluno procurou o Major Itamar afirmando ter encontrado uma larva no prato. No entanto, ao verificar o material, constatou-se tratar-se da radícula do feijão — uma pequena raiz natural do grão, frequentemente visível quando o feijão branco é cozido. O próprio aluno, após apertar o conteúdo e analisar, reconheceu o engano.
O Tenente-Coronel ressaltou ainda que a situação foi mal interpretada e acabou se espalhando entre outros alunos que não presenciaram o ocorrido, contribuindo para a amplificação da denúncia. Para esclarecer o fato, o comando inclusive enviou ao programa um link explicativo mostrando o que é a radícula do feijão, reforçando que o material não se trata de larva.
O comandante confirmou que a alimentação servida aos alunos do Curso de Formação é a mesma servida a todos os policiais militares da unidade, sem qualquer distinção, assegurando tratamento igualitário.
Por fim, o Tenente-Coronel agradeceu o espaço para prestar esclarecimentos e reforçou o compromisso do 1º BEIC com a transparência, o respeito e a verdade.




