Combustíveis sobem em Feira de Santana e preocupam motoristas; Procon intensifica fiscalização
O aumento no preço dos combustíveis já começa a pesar no bolso dos motoristas em Feira de Santana. Em poucos dias, o valor médio da gasolina saltou de cerca de R$ 5,85 para até R$ 6,59, podendo chegar a R$ 6,80 em alguns postos, segundo levantamento feito nas ruas da cidade.
A alta ocorre em meio às tensões internacionais envolvendo países produtores de petróleo, o que tem impacto direto no preço do barril no mercado global e, consequentemente, no valor repassado ao consumidor final.
Motoristas ouvidos pela reportagem relatam surpresa com o reajuste e dificuldade para manter o orçamento, principalmente entre trabalhadores que dependem do combustível para garantir renda.
O motociclista Wesley, que atua com transporte por aplicativo, afirma que o aumento tem impacto imediato nas despesas diárias.“De um dia para o outro muda muito. A gente abastece com um preço e no outro já está mais caro. As corridas não aumentam e quem acaba prejudicado é quem trabalha na rua”, afirmou.

Outro trabalhador do setor de transporte, Carlos Henrique, também diz que já temia a alta por causa das notícias sobre conflitos internacionais.“Eu já imaginava que fosse subir, mas pesa muito no bolso. A gente recebe o aumento no combustível, mas não consegue repassar isso para os clientes”, relatou.

Diante das reclamações de consumidores, o Procon de Feira de Santana afirma que acompanha a situação e realiza fiscalizações regulares em postos de combustíveis para evitar abusos.
Maurício Carvalho , superintendente do Procon de Feira de Santana, falou a nossa reportagem que o Procon não tem competência legal para interferir diretamente na política de preços dos combustíveis, que é definida em âmbito federal.
“Nenhum Procon do Brasil tem ingerência sobre a política de preços dos combustíveis. Essa definição envolve o governo federal, a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo (ANP).”
Ele explica que o valor nas bombas sofre influência direta do preço do barril de petróleo no mercado internacional, além da carga tributária.“Hoje mais de 40% do preço do combustível corresponde a impostos, entre tributos federais e o ICMS estadual.”
Apesar de não poder controlar o valor final, o órgão municipal atua na fiscalização para evitar vantagem excessiva.
Entre as principais ações estão:
verificação das notas fiscais de compra dos postos junto às distribuidoras
análise da margem de lucro aplicada na bomba
identificação de reajustes antes da reposição do estoque
De acordo com Maurício Carvalho, o Procon realizou mais de 70 fiscalizações em postos de combustíveis no último ano.“Se identificarmos margem acima do razoável ou aumento antes da reposição com preço novo, pode haver caracterização de vantagem excessiva e o posto pode ser autuado.”
O superintendente também destaca que a concorrência entre redes na cidade ajuda a conter aumentos maiores. “Em Feira de Santana existem redes que costumam puxar o preço para baixo, o que ajuda a manter diferenças entre os postos e evita a formação de cartel.”
Com informaçãoes: Luiz Santos e Onildo Rodrigues
Por: Mayara Nailanne




