Bloco Amor e Samba mantém tradição de 31 anos na Mudança do Garcia
A tradicional Mudança do Garcia, um dos eventos mais emblemáticos do Carnaval de Salvador, reúne histórias de resistência cultural e dedicação comunitária. Entre elas está a do bloco Amor e Samba, que há 31 anos desfila pelas ruas do bairro levando samba de raiz e mantendo viva a essência da festa popular.
Fundado em 1995 com o nome “Pagodão”, o grupo nasceu com forte influência do samba, embora tenha atravessado fases e adaptações ao longo do tempo. Hoje, consolidado como Amor e Samba, o bloco reafirma sua identidade musical.
“O bloco foi fundado em 1995. Começou como Pagodão, mas a essência sempre foi o samba. A gente gosta de pagode também, claro, mas aqui é samba de raiz. Por isso mudamos o nome para Amor e Samba”, contou Jesse Valdo, conhecido como Gesso, um dos organizadores.
Morador do bairro desde a fundação do bloco, ele destaca o caráter comunitário da agremiação. “São 31 anos de tradição. O fundador foi Duda Lelê, meu padrinho. Estou aqui com ele até hoje, ajudando a manter essa história”, afirmou.
Além de participar da organização, Gesso também ajuda a viabilizar financeiramente o desfile vendendo bebidas durante o evento. “Tem que se virar nos 30, senão o bloco não sai. Estamos vendendo cerveja, energético, água e geladinho para garantir que a festa aconteça.”
A fantasia do bloco custa R$ 30 — valor acessível que, segundo ele, ajuda a manter o projeto ativo. “É preço de duas cervejas. Comprando, você ajuda o bloco e ainda curte o melhor do samba.”
Durante a entrevista, ele também recomendou outros grupos da programação da Mudança do Garcia, como o bloco Samba e Suor, reforçando o clima de união entre as agremiações.
A Mudança do Garcia integra o Circuito Riachão, no Carnaval de Salvador, e é conhecida por sua tradição de protesto bem-humorado, valorização da cultura popular e forte participação dos moradores do bairro. Para Gesso, o segredo da longevidade do Amor e Samba é simples: resistência, paixão pelo samba e compromisso com a comunidade.
“Se não tiver amor e samba, não tem Carnaval”, resume.




