Polícia

Atleta de jiu-jitsu denuncia ex-treinador preso por abuso sexual

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A atleta de jiu-jitsu Brenda Alves publicou, nesta terça-feira (5), um relato nas redes sociais em que acusa o ex-treinador Melqui Galvão de uma série de abusos ao longo de 14 anos. Segundo a campeã brasileira da modalidade, os episódios começaram quando ela ainda era adolescente.

Melqui Galvão está preso preventivamente desde o último dia 28 de abril, em Manaus. O caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher de Jundiaí, no interior de São Paulo, após denúncias envolvendo outras atletas.

No vídeo divulgado, Brenda relatou que conheceu o treinador aos 12 anos, quando entrou no projeto esportivo comandado por ele para seguir carreira no jiu-jitsu. Segundo a atleta, o ex-professor oferecia apoio financeiro, materiais esportivos, bolsas de estudo e ajuda profissional às alunas.

A lutadora afirmou ainda que sofreu pressão psicológica constante durante anos e que continuou sendo coagida mesmo após deixar a academia.

“Ele nunca deixou de me controlar. Ele sempre mantinha contato comigo por esses anos todos. Ele sempre me coagia”, declarou.

Brenda também disse que descobriu, aos 16 anos, que outras atletas passavam por situações semelhantes dentro da equipe. Segundo o relato, o treinador chegou a obrigá-la a manter um relacionamento com outro aluno para esconder os abusos.

Ao final do vídeo, a atleta afirmou que já formalizou denúncia contra o ex-treinador e incentivou outras possíveis vítimas a procurarem a polícia.

Investigação

As investigações contra Melqui Galvão começaram após uma atleta de 17 anos denunciá-lo por abuso durante uma competição esportiva na Itália. Segundo a polícia, outras vítimas foram identificadas durante as apurações.

De acordo com a delegada Mariene Andrade, responsável pelo caso, a prisão preventiva foi solicitada após indícios de tentativa de ocultação de provas e intimidação de vítimas.

Além de treinador de jiu-jitsu, Melqui atuava como instrutor de defesa pessoal da Polícia Civil do Amazonas. Após a repercussão do caso, ele foi afastado das funções.

O processo corre em segredo de Justiça.

Mayara Nayllanne

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