Ambulantes reclamam de tratamento dado pela Prefeitura: “Não somos cachorros”
Por Onildo Rodrigues e Hely Beltrão
Quase tudo pronto para o Natal Encantando, tradicional festa em Feira de Santana com diversas atrações locais e nacionais, que terá início na quinta (11). Uma das novidades na organização do evento, é que todo o entorno do local onde ficará o palco e o público serão fechados, o que obviamente não agradou aos vendedores ambulantes, que procuraram a nossa reportagem para reclamar da forma como tem sido tratados pela Prefeitura de Feira.
A Sra. Alzira Santos afirmou que os vendedores ambulantes foram deixados de fora e reclamou da forma como estão sendo tratados.

“A única coisa da qual estamos reclamando é que o prefeito vendeu a festa e deixou os barraqueiros do município de fora, a festa tem esse nome por nossa causa, cercaram tudo, não nos deixando trabalhar, se ele foi eleito, tem que agradecer também aos barraqueiros, hoje ele nos trata dessa forma, não teve consideração e respeito, com esta ação que não nos permite trabalhar. Prefeito, o Sr. precisa dar uma solução, ver o que será feito com os barraqueiros, não vamos ficar de fora, amaremos as nossas estruturas, e o Sr. que não mande vir tirar, isso é uma falta de respeito, o Sr. sabe que as eleições estão chegando”.
A Sra. Alzira relata ainda que nada foi informado no período do cadastramento.
“No período de cadastramento não nos foi informado nada a respeito, nos chamaram, fomos à Secretaria de Cultura diversas vezes, apenas nos disseram que iriam organizar, mas até agora, estamos no meio da rua, ouvindo o tempo todo que o espaço será fechado e não poderemos entrar. Isso é uma falta de respeito, queremos um posicionamento. Um município que não tem nada, e quando tem uma festa boa como essa nos deixam de fora? Isso não existe”.
Tatiana dos Santos

“Penso da mesma forma, porque há quase 1 mês somos jogados entre duas secretarias, que nada resolvem, e agora ficamos sabendo que será tudo fechado, não será permitida a entrada nem de um carrinho de pipoca, vai ficar difícil de trabalhar”.
Assim como a Sra. Alzira, Tatiana também relatou não ter sido informada sobre detalhes da organização.
“Ainda não temos a informação, mas pelo jeito eles querem que fiquemos do outro lado, próximo ao Marajó, mas, se for assim, a quem vamos vender? O Sr. chegou em um palco em Conceição do Coité, viu todos trabalhando. Disse ainda que era para dar prioridade aos ambulantes, mas agora, olha só o que fizeram com a gente. Isso é justo?”
Edcarlos Souza, que trabalha com lanches, disse a nossa reportagem, que para ele foi uma surpresa.

“Na verdade, para nós, foi uma surpresa, como é que pode uma festa pública ser fechada sem acesso aos ambulantes? Vamos sobreviver de que, se vivemos das festas? Como a Prefeitura faz uma coisa dessas? Fecha um evento que é público, com diversas atrações, e ao chegarmos aqui temos essa surpresa. Precisamos que a Prefeitura tome uma providência quanto a isso, dar um jeito de nos alocar, como trabalharemos externo se o foco da festa está todo fechado?”
“Isso nunca existiu”, comentou Fabiano de Jesus Silva

“O motivo da nossa reclamação é que está sendo fechado, isso é algo que nunca existiu, não permitindo aos ambulantes trabalhar, deixando-nos fora da festa, tudo complicado, como vamos trabalhar para ganhar o nosso pão? Estamos aqui desde às 7h, e até o momento não chegou ninguém para nos prestar esclarecimentos”.
Veronice Cruz

“Queremos trabalhar, ganhar o pão, e a Prefeitura não quer deixar, do lado de fora, venderemos a quem?”
“A Prefeitura nos trata como se fôssemos cachorros”, diz Edna Borges

“A Prefeitura trata os vendedores ambulantes como cachorro, o prefeito esquece que foi eleito, porque nós o colocamos lá, como ele vende a única festa de fim de ano do município e vende para outra pessoa? Os mesmos barraqueiros que ele conhece presentes em todas as festas, deixando de fora? Ninguém vem nos dar uma explicação. Não somos cachorros. Quero saber se isto está certo?”
Aguardamos um posicionamento da Prefeitura de Feira a respeito das declarações dos ambulantes publicadas em nossa reportagem.
Fotos e vídeo abaixo Crédito de Onildo Rodrigues




