Terceirizados que prestam serviço à Embasa paralisam atividades e cobram reajuste no vale alimentação
Trabalhadores terceirizados da empresa Serv Electrin, que prestam serviço à Embasa, paralisaram as atividades de manutenção responsáveis pelo bombeamento de água, reivindicando aumento no valor do vale alimentação. A mobilização envolve cerca de 30 funcionários e pode impactar diretamente o abastecimento em caso de falhas nos equipamentos.
A paralisação é considerada geral entre a equipe de manutenção terceirizada, responsável por garantir que a água tratada chegue às residências. Segundo os trabalhadores, o serviço é realizado em regime de prontidão, com jornadas que começam às 8h e podem se estender até a resolução de problemas operacionais.
De acordo com relatos colhidos no local, o valor atual do vale alimentação é de R$ 24 por dia, quantia que, segundo os funcionários, não cobre os custos básicos de alimentação durante o expediente. A categoria afirma que o gasto médio diário chega a R$ 40, considerando café da manhã e almoço.
“Não queremos nada além do que a gente já gasta. Hoje, com R$ 24, não dá para se alimentar durante o dia de trabalho”, afirmou um dos trabalhadores.
A empresa teria apresentado proposta de reajuste para R$ 30, mas o valor foi considerado insuficiente pela categoria. Os funcionários também apontam desigualdade em relação aos trabalhadores efetivos, que recebem benefícios superiores.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Feira de Santana, Thiago Azevedo, acompanha a mobilização e reforça a legitimidade da reivindicação. “Estamos falando de trabalhadores que garantem um serviço essencial para a população. Não é razoável que esses profissionais tenham que tirar do próprio bolso para se alimentar durante a jornada. O que está sendo pedido aqui é o mínimo para assegurar dignidade”, afirmou.
Outro ponto levantado é a falta de diálogo. Os trabalhadores relatam que já houve tentativas de negociação, incluindo reuniões que não ocorreram por ausência da empresa ou encontros realizados sem a participação da categoria.
“Já houve diversas tentativas de negociação. O que a gente espera é que a empresa sente à mesa e apresente uma proposta que de fato contemple a realidade desses trabalhadores”, acrescentou Thiago Azevedo.
Apesar da paralisação, os trabalhadores afirmam que o movimento não tem caráter de greve, mas de tentativa que as demandas sejam atendidas. “A gente não quer parar, quer trabalhar com dignidade e ter nossos direitos respeitados”, disse outro funcionário.
Caso a situação não seja resolvida, equipamentos podem permanecer inoperantes, o que aumenta o risco de interrupções no fornecimento de água para a população atendida pelo sistema.




