“Unidos contra o PT”, diz João Roma, sobre união com ACM Neto
Por Luiz Santos e Hely Beltrão
Não é segredo para ninguém, o desentendimento ocorrido nas eleições de 2022, entre o pré-candidato ACM Neto (UB) e o ex-ministro do governo Bolsonaro, João Roma (PL), que na época caminharam em direções opostas.
Porém, para surpresa de zero pessoas, este ano, eles estão colados e em alguns momentos dividirão o palanque. Em entrevista ao Conectado News, durante a tradicional Lavagem da Lenha, no distrito de Humildes, em Feira de Santana, João Roma deu a entender que todos os desentendimentos com ACM Neto fazem parte do passado, com o intuito de derrotar o PT.
“Estamos marchando juntos porque percebemos que a Bahia não vai bem, são 20 anos do PT com bonitas propagandas, não entrega o que promete, não melhorou a vida do nosso povo, por isso queremos sim mudar as questões na Bahia, para ter um estado com menos impostos, com atração de investimentos, para que cada filho de Deus possa melhorar de vida na Bahia”.
Questionamos Roma a se o fato de estarem em alguns momentos, em palanques separados, não seria um fator que atrapalharia, ao qual respondeu que não.
“João Roma e o PL estarão apoiando Flávio Bolsonaro (PL-RJ) o próximo presidente do Brasil. Não quer dizer que exatamente que ele vá para o outro, porque na chapa majoritária é preciso agregar outros integrantes, não sabemos ainda quais os partidos estarão nisso e como estará a posição de cada um nós fazemos votos e torcemos para que estejamos unidos em torno de Flávio Bolsonaro”.
“Zero possibilidade”, afirmou com veemência sobre a possibilidade de Neto ser vice de Flávio Bolsonaro
“O próprio ACM Neto já respondeu, onde ele disse que a chance disso era zero, até porque ele entende que consegue ajudar muito mais sendo candidato a governador e que isso faz com que vários votos possam ser revertidos em benefícios da Bahia e do Brasil”.
Ao ser questionado sobre as mudanças constantes de posicionamento político, o ex-ministro disse que ele nunca mudou e que seu lado sempre foi o mesmo.
“De forma alguma, continuo no mesmo palanque e posição, estou na direita, apoiando o PL, minha posição permanece e vamos seguir juntos porque o consenso ao qual chegamos é que o adversário é o PT, a Bahia precisa de mudança, não é mais admissível que um estado grandioso como o nosso fique refém do PT que tem manipulado especialmente os mais pobres. Cada um defende as suas convicções, na última eleição estávamos em palanques distintos e agora estamos reunidos contra o PT”, concluiu.




