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“Se depender da Coelba, a gente vive na escuridão”, dispara Robinson Almeida após apagão em inauguração de unidade de saúde em Capim Grosso

“Se depender da Coelba, a gente vive na escuridão”, dispara Robinson Almeida após apagão em inauguração de unidade de saúde em Capim Grosso

Por: Mayara Nayllanne
06/03/2026 às 07h52 Atualizada em 06/03/2026 às 10h52
“Se depender da Coelba, a gente vive na escuridão”, dispara Robinson Almeida após apagão em inauguração de unidade de saúde em Capim Grosso
Foto: Reprodução

A inauguração do Centro de Saúde Manoel Gomes da Silva, em Capim Grosso, no centro Norte da Bahia, precisou ser concluída com a ajuda das lanternas de celulares da população após um apagão atingir o local durante a solenidade, na noite de quinta-feira (5). O episódio provocou críticas do deputado estadual Robinson Almeida (PT) à concessionária Neoenergia Coelba. Ele coordena, na Assembleia Legislativa, a Subcomissão responsável pela fiscalização do contrato de concessão da empresa do grupo Espanhol, que vence em agosto de 2027.

O evento contou com a presença do prefeito Sivaldo Rios (PSD), do vice-prefeito Jeferson Ferreira (PT), da vereadora Leide Rios (PT) e de outras autoridades municipais. Mesmo com a interrupção no fornecimento de energia, o descerramento da fita e a entrega da unidade foram realizados com a iluminação improvisada dos celulares do público presente.

Segundo Robinson Almeida, a queda de energia ocorreu justamente no momento em que o novo equipamento de saúde considerado estratégico para fortalecer a atenção básica no município era entregue à população.

“É inadmissível que, justamente no momento em que estamos entregando um equipamento público de saúde fundamental para a população, aconteça um apagão. Energia elétrica é um serviço essencial e a população merece respeito e qualidade no atendimento, qualidade que, infelizmente, a Coelba não tem oferecido aos baianos”, criticou o parlamentar.

De acordo com o deputado, o episódio evidencia problemas recorrentes no serviço prestado pela concessionária em diversas regiões do estado. Robinson afirmou ainda que moradores do interior da Bahia enfrentam, com frequência, falhas no fornecimento de energia, o que impacta diretamente serviços públicos, comércio e a rotina das cidades.

“Não é admissível que uma empresa que tem concessão pública para prestar um serviço essencial continue oferecendo um serviço precário. O povo paga caro na conta de luz e espera respeito e qualidade. Mas se depender da Coelba, a gente vive na escuridão”, enfatizou.

Apesar do apagão durante a solenidade, a inauguração foi mantida e o centro de saúde foi oficialmente entregue à comunidade. O equipamento passa a integrar a rede municipal como uma das principais estruturas de atendimento da cidade, com a expectativa de ampliar o acesso a consultas clínicas, acompanhamento odontológico e serviços preventivos.

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