Prevenção ao Aedes: como impedir a reprodução do mosquito
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Com a chegada das chuvas — independentemente da intensidade — aumenta o acúmulo de água limpa em diversos ambientes, dentro e fora de casa. Essa água parada, mesmo em pequenas quantidades, serve como incubadora para os ovos do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya. Por isso, todo período de trovoadas deve ser acompanhado de ações preventivas.
As doenças transmitidas pelo Aedes são perigosas porque podem causar complicações neurológicas graves, como encefalite e síndrome de Guillain-Barré, além de problemas hepáticos no caso da dengue. Todas podem evoluir para quadros severos e até levar à morte. A automedicação deve ser evitada sempre.
O final da primavera anuncia a chegada das chuvas típicas do verão, quando as temperaturas elevadas e a grande oferta de água acumulada criam o cenário ideal para a proliferação do mosquito. Por isso, reforçar os cuidados é essencial.
Como diz o velho ditado, “prevenir é melhor do que remediar”. E, nesse caso, prevenir significa eliminar qualquer objeto que possa acumular água. Segundo autoridades epidemiológicas, a maior parte dos focos do Aedes está dentro das próprias residências.
Objetos sem utilidade devem ser encaminhados ao Aterro Sanitário, evitando que se tornem potenciais criadouros. O mosquito é resistente: seus ovos podem sobreviver até 18 meses em ambiente seco e eclodem em poucos minutos após o contato com a água. Seu ciclo de desenvolvimento leva de 7 a 10 dias.
A eliminação desses criadouros é a forma mais eficaz de interromper a reprodução do inseto. Reservatórios de água que não podem ser eliminados devem ser higienizados semanalmente, esfregando as paredes com bucha áspera para destruir os ovos.




