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Por que tanta maldade? Justiça por Orelha

Orelha – Foto: Redes Sociais

Por Hely Beltrão

A descrição do inferno, segundo alguns textos bíblicos, é composto por lagos de fogo e enxofre e seria um tormento eterno para todos aqueles que praticam o mal. Os cristãos que lerem este artigo, me permitam discordar e me perdoem, mas, para mim, o inferno é aqui, pois vivemos rodeados por um monte de demônios disfarçados de seres humanos.

Há quem diga que animais são anjos colocados na Terra por Deus, para nos demonstrar o que é o verdadeiro amor. Enquanto o ser humano é interesseiro e só procura vantagem para si, os animais não. Tomemos por exemplo um cão. Ele não quer saber se você é rico, pobre, branco, negro, se você tem carro, mora em mansão ou na rua; se você alimentá-lo, cuidar corretamente e brincar com ele, terá um parceiro para todas as horas que vai amá-lo incondicionalmente.

Nos últimos dias, temos acompanhados indignados, uma onda crescente de agressões e matança de animais. Meu Deus, o que eles fizeram para merecer isso? Quatro filhinhos de papai de Florianópolis/SC, que se acham acima do bem e do mal, torturaram e mataram um cachorrinho idoso de 10 anos, conhecido pelo nome de “Orelha”. Lindo, amigável e sorridente, conforme última foto registrada do animal. O cão foi encontrado gravemente ferido, mas, o estado era tão grave, que os veterinários não tiveram outra solução a não ser sacrificá-lo.

Na terça (27), um policial militar atirou contra um outro cão comunitário, conhecido pelo nome de “negão”, no município de Campo Bom, Região Metropolitana de Porto Alegre. O caso ocorreu durante uma abordagem policial quando o PM teria pisado na pata do animal. O cachorro, conhecido como Negão, foi resgatado pela ONG Campo Bom Pra Cachorro e está internado em uma clínica veterinária.

Negão – Foto> Redes Sociais

O episódio foi relatado pela vereadora Kayanne Braga. Segundo ela, a Brigada Militar realizava uma abordagem a moradores na rua, por volta das 20h30, quando um dos policiais deu um passo para trás e pisou na pata de Negão. O cachorro gritou, mas não teria atacado o PM, que mesmo assim efetuou o disparo.

Após o disparo, um morador pediu ajuda a uma assessora da vereadora, que foi ao local resgatar o animal. Negão foi levado para uma clínica parceira da ONG, onde permanece recebendo tratamento.

Em Feira de Santana, noticiamos um caso no bairro Brasília, onde um homem que acredita-se não ser brasileiro, devido o sotaque, estava espancando um cão da raça pitbull. Os gritos de desespero do animal podiam ser ouvidos de longe. O animal felizmente foi resgatado, assustado e com muita sede.

A pergunta que fica é: por que esses demônios acham que tem direito de maltratar nossos pequenos anjos? É preciso que todo mundo se levante contra isso. Pois, como diria Lutherking: “Não me preocupa o grito dos maus, mas, o silêncio dos bons”. Não se cale, denuncie!

Hely Beltrão

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